O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/06/2021

A Lei Arouca foi criada no Brasil para estabelecer parâmetros nos experimentos realizados em animais. Entretanto, a exposição prejudicial dos animais para os testes e a falta de fiscalização nas empresas, dificulta a ratificação dessa lei que designa limites nas pesquisas científicas. Com efeito, evidencia – se a necessidade de promover o aumento da fiscalização pelo CONCEA, Conselho Nacional de Experimentação Animal, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Primeiramente, o uso de animais para pesquisas pode afetar – lós, os estudos realizados nas indústrias de cosméticos e farmacêuticas são arriscados à saúde dos bichos. É evidente, na sociedade brasileira, a busca por medicamentos relacionados ao tratamento de doenças e ao emagrecimento, nota – se também a procura de produtos voltados para a estética. De acordo com o pensamento de Zigmunt Bauman, sociólogo polonês, a demanda em relação a essas mercadorias é devido à população estar obcecada pela novidade e preocupada apenas com si mesmo, e de tal maneira o uso de cobaias é cada vez maior e de modo violento. Para que ocorra a diminuição da utilização dos animais em experimentos científicos é necessário a redução do consumo de produtos testados em bichos.               Ademais, a ausência de supervisão nos laboratórios possibilita o aumento das pesquisas científicas realizadas em bichos. Apesar do CONCEA, Conselho Nacional de Experimentação Animal, assegure os limites nos estudos realizados pelas empresas, os animais sofrem com os testes realizados. Tal como, diversas indústrias de cosméticos, como o Instituto Royal, executaram testes que apresentam riscos, e devido à falta de vigilância as empresas continuam a realizar testes em animais. Para que aconteça a diminuição dos maus tratos aos bichos utilizados em laboratórios, é necessário o aumento das inspeções.

Logo, o Brasil apresenta desafios em questão da exploração de animais nas pesquisas e testes científicos. Sendo assim, a solução viável para a exposição prejudicial das cobaias e a falta de fiscalização vem por meio de uma intervenção do CONCEA, Conselho Nacional de Experimentação Animal, e da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, campanhas de incentivo ao fim do consumo de produtos obtidos a partir de testes em animais que serão divulgadas nas mídias sociais e da aplicação de modelos matemáticos e computacionais, técnicas in-vitro com tecidos de seres vivos e a realização de vistorias frequentes em laboratórios, por intermédio de verbas destinadas a proteção dos bichos, a fim de erradicar o abuso dos animais em estudos e aumentar as inspeções.