O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 15/06/2021

Com o avanço das pesquisas científicas e do desenvolvimento tecnológico, o mundo pôde aumentar a expectativa de vida de sua população, fato possível graças ao uso de animais como cobaias, tornando os estudos biológicos mais seguros e eficazes para a humanidade. No entanto, o imaginário social acerca da questão precisa ser repensado e as manifestações individuais não podem continuar desconexas com a realidade.

Durante os últimos anos, é comum ver nas redes sociais a manifestação de diversas pessoas que se dizem preocupadas com as causas dos animais, como as postagens após a campanha “Save Ralph”, a qual representa a vida de um coelho cobaia de forma satírica. Mesmo com os protestos  contrários às práticas das indústrias farmacêuticas e de cosméticos, os manifestantes virtuais não fazem mais nada sobre o assunto, demonstrando a falta de compromisso e o desconhecimento do tema, ao afirmarem que tudo que é feito com os animais é apenas barbárie desmedida.

Ademais, a indústria farmacêutica também tem papel relevante no pensamento popular, visto que como donos de grande capital, conseguem manipular as redes sociais, fato demonstrado no documentário “O Dilema das Redes”, produzido pela Netflix, e fazer os mais desentendidos acreditarem que não usar cobaias é o correto, desse modo, derrubando as vendas dos concorrentes. Assim, a população fica com a imagem errada de algumas empresas, o que pode ser prejudicial para a economia e no combate à doenças, dado que a recusa de medicamentos por ser produzido por um laboratório ou outro pode significar a morte.

Diante do exposto, o dilema do uso de animais em pesquisas vai além da vida dos bichos e passa pelo poder econômico e dissuasor de ideias. Para que os animais e a humanidade sejam protegidos, é primordial que o Ministério do Meio Ambiente conduza fiscalizações periódicas nos centros de pesquisa, através da visita de agentes aos locais, e, assim, possa manter a segurança dos estudos, além de coibir os maus-tratos. Dessa maneira, a sociedade terá a garantia da efetividade dos ensaios e poderá usufruir dos produtos sem se preocupar com o resguardo dos animais ou de sua saúde.