O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 20/06/2021
Durante o período do Antigo Egito, a religião dos povos era zoomórfica, ou seja, os deuses eram representados na forma de animais. Contudo, esse costume de adorar os animais não se consolidou em sociedades contemporâneas, como o Brasil, tendo em vista o grande contingente de animais que são utilizados como cobaias em testes científicos. Isto ocorre devido a fatores, sobretudo, históricos e políticos, e vêm afetando os animais de forma cruel. Por isso, fazem-se necessárias medidas que combatam este cenário.
Constata-se, de início, como o percurso histórico brasileiro é determinante para o problema. Desde o período colonial, os animais do brasil eram traficados e mortos em prol do lucro dos portugueses, por serem animais exóticos e raros. Com isso, enraizou-se na sociedade brasileira o costume de utilizar bichos como forma de exploração, pesquisa e até mesmo para fins estéticos, trazendo a eles danos permanentes devido a quantidade de testes que são feitos. Assim, essa situação se torna preocupante, já que o enraizamento dessas condutas tem favorecido a crueldade com tais seres vivos, o que por sua vez são obrigados a viver com severas dores e sofrimento pro restante da vida.
Ressalta-se, ademais, que a negligência estatal tem papel fundamental para a persistência dos testes em animais. Dessa maneira, como se configura no livro “Cidadão de Papel”, do Gilberto Dimenstein, a sociedade se compara à obra ao estrizir a tese sustentada pelo autor, a qual alega que os direitos constitucionais residem tão somente na teoria, já que os animais não têm integridade físiga assegurada como deveria. Sob esse viés, torna-se perceptível que sem a intervenção estatal adequada, muitas empresas seguem testando coisas proibidas nos bichos, trazendo, ainda, danos mais graves a estes, que podem ser fatais.
É evidente, portanto, a urgência de mudanças. Cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação investir em pesquisas simuladas por sistemas de computadores, nos quais serão imitados os organismos dos seres humanos e dos animais, para evitar que estes sejam utilizados como cobaias. Compete, também, às empresas e comunidade científica, quando não for possível abdicar do uso animal para testes, aplicar analgésicos e, posteriormente, tratar dos machucados e danos que foram causados à eles, visando em promover uma vida melhor para estes seres vivos. Com tais medidas adotadas, os bichos não sofrerão tanto no processo de testes e poderão viver livremente na natureza, como deveriam.