O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 19/06/2021
A Constituição Federal prevê o uso de animais em testes científicos desde que obedeça aos critérios de vigilância sanitária, com o intuito de evitar riscos de contaminação aos humanos. Contudo, mesmo que seja permitido por lei, o uso de cobaias que possuem um organismo diferente daquele que vai consumir o produto resultante torna o risco de erro nos testes muito elevado. Desse modo, inúmeras mortes de animais são implicadas devido aos efeitos colaterais dos experimentos. Sendo assim, devido ao consumismo desenfreado e ao desfalque de preocupação ecológica, o uso de animais em testes científicos mata animais em larga escala e deve ser combatido.
Em primeira análise, vale ressaltar que devido às altas demandas do consumismo, cada vez mais empresas fazem testes e experiências em animais para tentar surpreender o mercado. Consequentemente, casos como o da P&G, que utilizou de um almíscar artificial com potencial cancerígeno elevado em ratos, estão aumentando cada vez mais. Embora o risco enorme seja considerado pelas empresas, os estigmas causados às cobaias são completamente ignorados, uma vez que o lucro sempre é o mais importante no mercado capitalista.
Em segunda análise, cabe afirmar que, ainda que grande parte das inovações no mercado estejam relacionadas com testes em animais, existem inúmeras marcas com ideais ecológicos que são contra qualquer tipo de experimentação em cobaias. Desse modo, é inegável que os resultados de empresas que utilizam de testes são mais avançados e eficientes e, consequentemente, sempre estão em alta no número de vendas. Com isso, o uso de animais em pesquisas torna um problema de raízes muito difíceis de serem combatidas em uma sociedade capitalista como o Brasil.
Diante de tudo o que foi apresentado sobre os testes em animais, é nítido que mudanças devem ser feitas para reverter tal situação. Sendo assim, cabe ao mercado consumidor brasileiro analisar e comprar de empresas que utilizam de métodos ecológicos para fabricar seus produtos, por meio de sites e apps informativos, como o Cares, um aplicativo que verifica quais marcas são livres de testes cruéis, com o intuito de evitar mortes desnecessárias de animais causadas por experimentos científicos.