O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 20/06/2021

Com o avanço da ciência nas últimas décadas, vários medicamentos e procedimentos foram desenvolvidos, sendo necessária a testagem em animais a fim de não prejudicar a saúde humana. Entretanto, atualmente, muito se debate acerca do uso de animais em testes científicos no Brasil, uma vez que devido a fatores econômicos, eles são, frequentemente, submetidos a situações de crueldade com objetivo de se obterem melhores resultados nas pesquisas, prejudicando a relação harmônica entre o ser humano e o meio ambiente.

Convém destacar, de início, como o uso de animais no campo científico desempenha uma função fundamental para o avanço dos conhecimentos na área da saúde. Nesse sentido, esse quadro pode ser exemplificado ao observar a importância da prática para o controle de vacinas contra a pólio, sarampo, tétano e meningite, por exemplo, uma vez que ela permite a testagem e o desenvolvimento de medicamentos de forma segura antes de serem usados em humanos. Portanto, pode-se concluir que os animais experimentais desempenham um papel relevante para a manutenção da qualidade de vida, sendo grandes responsáveis pela sobrevivência da raça humana no planeta.

Ressalta-se, no entanto, que o sistema econômico atual colabora para que essa prática seja feita de forma indevida. Seguindo essa lógica, o sociólogo alemão Karl Marx afirma que as grandes empresas, quando imersas no sistema capitalista, buscam o lucro de forma desenfreada, utilizando muitas vezes de práticas nocivas e ilegais para adquirirem um maior capital. Dessa forma, em muitas situações, as companhias farmacêuticas usam animais experimentais para a testagem de medicamentos de forma desumana, utilizando de práticas violentas e dolorosas para obterem melhores informações em seus experimentos, como visto no Instituto Royal, onde cães da raça beagle eram submetidos a sacrifícios e seus corpos ocultados. Tal cenário crítico de crueldade é inconstitucional, de modo que vai contra as regras estabelecidas na lei número 11.794, do dia 8 de outubro de 2008.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução da problemática. Por isso, cabe ao governo Federal junto à ongs e ao Ministério do Meio Ambiente a fiscalização das grandes empresas farmacêuticas por meio de projetos, observando e analisando as pesquisas realizadas com animais em tais instituições, a fim de analisar se a prática é realmente indispensável e orientar os laboratórios as formas mais seguras e menos dolorosas de realização das testagens. Com tais medidas, o uso de animais em pesquisas científicas no Brasil se efetuará de forma consciente.