O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 20/06/2021

No Brasil, a prática de pesquisas e testes utilizando animais, a fim de desenvolver produtos para a espécie humana, ainda é bastante comum, no entanto, vem diminuindo significativamente nas últimas décadas. Com isso, nota-se que o futuro é a abolição de tal prática na indústria.

O uso de animais ainda é necessário em algumas etapas do estudo cintífico, principalmente quando se trata do desenvolvimento de medicamentos, que devem ter uma política severa de testes antes de serem utilizados em humanos. De fato, deve existir uma ética por parte dos cientistas, ao realizarem os experimentos com os bichos, como está descrito na lei nº 11.794, de 8 de outubro de 2008.

No entanto, em algumas áreas de pesquisa o uso de animais se tornou totalmente dispensável diante das novas tecnologias já desenvolvidas, como é o caso da indústria cosmética, onde as empresas “cruelty free” ou “amiga dos animais” vem se destacando e sendo cada vez mais procuradas pelos consumidores. Nas redes sociais o movimento se destacada e o números de adeptos só aumenta. Recentemente o projeto “salve o Ralph” ganhou grande visibilidade nas redes, trazendo uma animação, de fácil entendimento, que mostra a realidade das cobaias de testes cosméticos e, além disso, ajuda quem busca aderir ao movimento, levando informações de qualidade e evidenciando as empresas que se empenham na causa.

Assim pode-se concluir que em um futuro não tão distante, o uso de animais em laboratórios será substituido por tecnologias tão eficazes quanto e que não precisem causar qualquer sofrimento. Enquanto isso não acontece, cabe a ANVISA fiscalizar rigidamente e exigir que os animais sejam utilizados somente quando não há outra altenativa e, que nesse caso recebam tratamento adequado, onde os estudiosos tratem com consciência a vida dos bichos que são submetidos aos procedimentos. É válido também que o governo incentive as pesquisas, financiando estas, para que os especialistas encontrem o quanto antes uma alternativa que substitua o experimento em animais, para que estes sejam libertados o mais breve possível.