O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 20/06/2021
Os testes com animais são experimentos realizados a fim de produzir conhecimento científico aos seres humanos, como a elaboração de novas drogas, novos métodos cirúrgicos, vacinas, etc. No curta, de 2021, chamado Save Ralph, a organização The Humane Society of the United States apela para que os espectadores ajudem a salvar esses animais ao não usar marcas que fazem experimentos com animais. A legitimidade de tais experimentos sempre foi polêmica e frequentemente causa embates entre parte da comunidade científica que apoia os testes e grupos de defesa dos direitos animais.
Contudo, o sofrimento das cobaias, que acabam com machucados na pele, pelo danificado, problemas visuais e até problemas para se locomoverem torna imoral a continuidade dessa prática. Devemos lembrar que os testes com animais, além de submeterem os bichos ao sofrimento, não trazem resultados precisos. Um caso famoso é o da talidomida, remédio vendido para grávidas que causou a deformação de fetos em várias mulheres nos anos 1950. Era usado como sedativo para aliviar as náuseas das mulheres grávidas. Em todo o mundo, estima-se que entre 10 mil e 20 mil bebês nasceram sem pedaços dos braços ou pernas, ou com as mãos ou pés diretamente colados ao tronco. O remédio foi testado antes em animais.
Portanto, se os testes em animais para a cura de doenças já traz polêmicas ao meio científico é indubitável que os testes utilizados para cosméticos têm ainda mais críticas. Na União Europeia, tanto a realização desses testes quanto a venda de qualquer produto que tenha sido testado em um animal são proibidos. Esse tipo de teste também é proibido em países como Israel e Índia. Porém, no Brasil, não há impedimento para o uso de animais em testes de produtos cosméticos. Apenas os componentes de higiene usados em absorventes devem, obrigatoriamente, passar pelo teste em animais segundo a Anvisa.
Para solucionar esses problemas devemos substituir o uso de animais por algo mais sustentável e menos antiético. Para testes de cosméticos os especialistas recomendam uso de tecido humano descartado em cirurgias plásticas. Para testes científicos, uma alternativa para evitar o uso de animais seria substituí-los por células-tronco, que, reproduzindo determinados órgãos, podem apresentar resultados muito mais próximos da realidade para os humanos.