O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 20/06/2021

O filme “Zootopia”, retrata a história de uma cidade na qual os animais vivem em comunidade e harmonia, independente da hierarquia alimentar. Ao longo da trama, a narrativa revela o uso de animais em pesquisas e testes científicos, realizando experimentos que comprovariam a inexistência da paz na sociedade por sua primitividade e destruiriam a composição familiar. Fora da ficção, o cenário retratado pode ser relacionado ao quadro atual brasileiro: a utilização de animais para o avanço científico é uma imposição governamental da imoralidade que gera desestruturação na formação individual proporcionada por entes próximos e mobilizada pela convivência do respeito à moral da vida animal.       Sob esse viés, denuncia-se o governo autoritário como incentivador do uso de animais para testagem científica. Segundo Aristóteles, filósofo grego, “a política não deveria ser a arte de dominar, mas de fazer justiça”, visto que a negligência política em combater o revés demonstra a ditadura moral, a qual viola a crença de pessoas e a estrutura da natureza que possibilita pesquisas e testes científicos, haja vista que a redenção é a aceitação de fatos imorais ou éticos para o corpo social que fortalece o domínio apresentado em “Zootopia” na realização de pesquisas em animais para aniquilar a estrutura pacífica da sociedade.

Ademais, encontra-se a quebra da estrutura da composição de um indivíduo como consequência do proveito animal para pesquisas e testes científicos. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, “a preocupação com a administração da vida parece distanciar o ser humano da reflexão moral”, dado que a formação individual – reconhecida pelo controle vital – reflete na caracterização de ideais, ou seja, a angústia com o domínio da vida, representado pelo uso de animais para a evolução da tecnologia e economia, afeta as crenças comunitárias. De modo conjunto, a preocupação não incentivada pela ação afasta o homem do âmbito correto, uma vez que tal atitude exerce influência no respeito – educação obrigatória e responsabilidade familiar – aos animais e seus reflexos.

Portanto, é mister que o Estado tenha atitudes para evitar o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Para contornar a quebra estrutural do meio ambiente, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de alterações na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), matérias escolares que ensinem como crescimento científico pode ser realizado sem ofender o sistema natural. Tais estudos terão auxílio de aulas práticas, nas quais os alunos se integrarão ao ambiente dos animais, que lado a lado, necessita do apoio da família para a conscientização da estruturação de um indivíduo. Somente assim será possível ser uma sociedade que respeita a vida animal apresentada em “Zootopia” pela aceitação das distinções.