O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 20/06/2021
Há décadas, a indústria farmacêutica utiliza de pesquisas e experiências em animas para provar a eficiência de seus produtos. Entretanto, tais realizações são negativas e contrárias às vidas dos seres vivos testados, uma vez que a ineficiência durante o processo pode levá-los à morte. Logo, o uso de animais em testes científicos deve ser evitado.
Em primeira análise, é válido ressaltar que, embora a intenção seja resguardar ao máximo a vida humana, as vidas dos demais seres vivos também importam. O curta metragem “Salve o Ralph” retrata de uma maneira lúdica o que é vivenciado pelos animais de laboratórios. Ralph, personagem protagonista, que é um coelho, aparece todo machucado e relata o quanto sofre com os experimentos realizados nele. Embora a população brasileira, ao assistir o curta, se mostrou comovida com tal realidade, cientistas afirmam ser imprescindível o uso dos animais nos testes.
Em segunda análise, há grande discussão sobre o assunto, pois parte das pessoas acredita que, ao se proibir o uso de seres vivos nos experimentos, mais esforço haverá para a busca de novos métodos, enquanto a outra parte não vê outra maneira de serem realizados os testes se não a que já é utilizada. Em 2013, após denúncias de maus tratos a animais, ativistas invadiram um laboratório que usava cachorros em suas experiências. Tal ação gerou, no Brasil, a discussão sobre a necessidade dos cães na fabricação do produto. O laboratório alegou seguir todas as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas os cães, além de estarem presos, estavam ameaçados pelo risco dos efeitos colaterais que poderia existir através do medicamento.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Cabe à Anvisa a fiscalização das normas estabelecidas para a utilização dos seres vivos nos testes científicos, por meio de relatórios e verificação dos animais, para que a vida desses seja também resguardada; além de cada indivíduo cobrar das empresas a busca por outros métodos que possuam eficiência e não façam o uso dos animais. Dessa forma, somente serão testados os animais quando houver necessidade e, nestes momentos, suas vidas continuarão a serem preservadas.