O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 20/06/2021

Na obra “Monalisa”, o artista Leonardo Da Vinci retrata a necessidade de equilíbrio entre homem e natureza. Contudo, no Brasil contemporâneo, é notório que esse balanço não é uma realidade, visto que os animais são constantemente utilizados em pesquisas e testes científicos, que não trazem resultados significativos e favorecem a cultura da crueldade, devido à postura antiética presente nessas ações. Com efeito imediato, medidas são necessárias para impedir tais atuações.

Em primeiro lugar, é necessário pontuar que os testes em animais não são eficientes. De acordo com a PEA (Projeto Esperança Animal), as pesquisas científicas realizadas em bichos não são seguras devido às grandes diferenças biológicas entre eles e os humanos, os quais utilizam os produtos testados. Imerso nessa lógica, é possível afirmar que tais exames não possuem exatidão e não são seguros e, por isso, não devem ser realizados no país. Tal situação é retratada na série “Dr. House”, quando o protagonista de mesmo nome utiliza um remédio inovador que funcionou em camundongos, porém, em seu organismo, provocou o surgimento de diversos tumores. Dessa forma, é indubitável que os testes em animais são ineficazes, logo, não há jusificativa para realizá-los.

Em segundo lugar, também é importante ressaltar que a realização de experiências científicas em animais coloca em questão a ética humana, uma vez que perpetua a crueldade. Segundo os pesquisadores William Russel e Rex Burch, os quais criaram os princípios de substituição de animais em pesquisas, o sistema nervoso do grupo em questão é similar ao humano. Isso significa que, durante os experimentos, os bichos utilizados sentem dor extrema e, ainda assim, o procedimento é ininterrupto. Essa realidade é mostrada no curta-metragem de animação “Save Ralph”, que exibe cenas do coelho Ralph, sendo entrevistado por uma equipe de filmagem para um documentário, apresentando a sua rotina diária como “cobaia” em um laboratório e mostrando as sequelas dos testes que é submetido. Sendo assim, é inquestionável que, ao continuar tais ações, a sociedade fragiliza os seus princípios éticos e favorece a barabaridade.

Diante do exposto, fica evidente que a utilização de animais em pesquisas científicas no país é um problema e, por isso, deve ser desestimulada e coibida. Portanto, cabe ao Governo Federal, realizar campanhas de conscientização da sociedade sobre a ineficácia de produtos testados em animais, por meio de redes virtuais e televisivas, a fim de diminuir o uso desses e enfraquecer empresas que realizam tais procedimentos. Ademais, o Poder Legislativo, deve proibir as pesquisas em animais e estabelecer multas para os laboratórios que não cumprirem essa norma, com a finalidade de proteger os animais e diminuir a crueldade. Feito isso, o equilíbrio buscado por Da Vinci poderá ser conquistado.