O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 20/06/2021
O avanço da medicina no século XX deve-se aos estudos e experimentos realizados em laboratório através de rigorosos métodos científicos. Animais, principalmente mamíferos, são utilizados nos experimentos devido à semelhança no funcionamento complexo fisiológico com os humanos. No entanto, recentemente ativistas protestam contra essa prática, alegando tortura e maus tratos com animais de laboratório. Alguns cientistas alegam que há alternativas para erradicar o uso de mamíferos em experimentos, entretanto são poucos caminhos.
As alternativas para a substituição de animais mamíferos em laboratório são bilionários. O uso de simulação computacional e experimentos in vitro já são utilizados, mas, em muitas hipóteses, não substituem essa tecnologia. Para obter do soro antiofídico, por exemplo, são utilizados cavalos, o método consiste na inoculação de veneno de uma cobra no animal e esse soro é produzido e retirado do plasma sanguíneo. O método enfraquece o equino pelo veneno e pela retirada de litros de sangue, no entanto, há devolução imediata do sangue para evitar maiores sofrimentos ao animal. Nesse caso não existe método de substituição. Outro exemplo, experiências com transplante de órgão. Para que não ocorra processos degenerativos e rejeição do enxerto, são utilizados roedores nos experimentos e o uso de drogas imunossupressores capazes de,
Por outro lado, a possibilidade de substituição de mamíferos por anfíbios, aves, bactérias e vírus podem ser uma alternativa nos laboratórios, no entanto o problema está na falta de semelhança e de complexidade fisiológica grupos de animais com o ser humano. Assim, além de os roedores possuírem semelhança na sequência no DNA com os humanos, são de pequeno em tamanho e reproduzem-se rapidamente. Além disso, a maior parte dos 135 ganhadores do Prêmio Nobel de medicina e fisiologia, entre 1901 e 1984, utiliza mamíferos nos experimentos laboratoriais.
Assim sendo, é necessário redução de uso de animais mamíferos por meio de simulações tecnológicas, todavia a proibição pode prejudicar pesquisas que necessariamente necessitam de cobaias. No Brasil, é preciso haver um debate para chegar a um consenso entre os pesquisadores e ativistas para evitar todo tipo de radicalismo irracional, além da participação do Congresso Nacional para sancionar uma lei com punição rigorosa que controle todas as atividades laboratoriais com animais e obrigue pesquisadores ou laboratórios a comprovar a necessidade exclusiva de cobaias em determinados experimentos.