O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 21/06/2021
O curta-metragem “Salve o Ralph” aborda, entre outras questões, um coelho que possui função de cobaia da indústria de cosméticos, o que o faz ter uma série de sequelas e lesões. Embora se trate de uma obra ficcional, animais também são utilizados na realidade para pesquisas e testes científicos, cenário decorrente de fatores técnicos e econômicos. Portanto fazem-se prementes medidas que garantam mais segurança e qualidade de vida a tais seres. Faz-se oportuno analisar, de início, o papel da escassez de avanços científicos no recrudescimento da problemática em questão. Nesse sentido, fazem-se relevantes os debates do filósofo francês August Comte sobre o “estado positivo”, que refere-se ao grau mais avançado de desenvolvimento da sociedade, acontecendo através de comprovações feitas após a conclusão das etapas de um método técnico. Desse modo, pode-se afirmar que a falta de tais evoluções na ciência relacionadas à práticas experimentais será responsável pela perpetuação da prática de testes científicos em animais, cenário preocupante, tendo em vista que produz lesões graves e pode provocar a morte de tais seres. Ademais, é imperioso salientar como o modelo econômico vigente atua de forma determinante para o aumento de experimentos utilizando animais. A esse respeito, é oportuno ideias do sociólogo Karl Marx sobre o capitalismo, um sistema social no qual instituições privadas desenvolvem práticas antiéticas visando apenas o lucro. Assim, diversas empresas farão experimentos em camundongos, ovelhas e cães, por exemplo, com intuito de obter maior excelência e aumentar seu capital, como a situação vista com o coelho utilizado como cobaia da indústria de cosméticos. Como desdobramento crítico desse cenário, é possível ver diversos animais silvestres que são retirados de seus ambientes naturais e criados em laboratórios, diminuindo suas expectativas de vida e seu desenvolvimento. Fica evidente, pois, a urgência em coibir a utilização de animais como cobaias. Para isso, o Estado, através da esfera legislativa, deve criar leis que proíbam essa prática em ambientes que visem apenas o crescimento de empresas, fazendo inspeções frequentes e buscando assim, diminuir sua recorrência. Ademais, urge que o Ministério do Meio Ambiente, por seu papel proteção na proteção de animais, invista no desenvolvimento de pesquisas relacionadas à diminuição de experimentos científicos que utilizem-os. Com esse conjunto de medidas, apenas, será possível garantir uma melhor qualidade de vida à tais seres.