O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 21/06/2021
Save Ralph é um curta que apresenta um coelho sendo entrevistado para um documentário e, durante a gravação, o mesmo é usado como cobaia em um laboratório, sendo submetido a maus tratos, que o deixa cego e desconfortável. Mesmo se tratando de uma curta-metragem fictícia, Save Ralph apresenta uma visão muito parecida com o que realmente acontece nas pesquisas e testes em animais na realidade e, apesar serem necessárias, elas causam traumas e sofrimento aos animais, e esse cenário deve ser alterado.
Em primeiro plano, é necessáro considerar que esses testes não são feitos apenas por banalidades, como cosméticos, mas também são feitos em exames para fazer medicamentos, e a quantidade de vidas que foram salvas por tecnicas que utilizaram bichos, é incontável, um exemplo é a vacina contra a Covid-19, que praticamente todos os laboratórios usaram de animais em sua fase pré-clínica.
Assim, deve-se colocar em foco certas condições que evitem o sofrimento e a morte: pesquisas com propósitos médicos evidentes e quando não há outras alternativas. Algo contrário a essas medidas, como a utilização para fins cosméticos, já é, segundo o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal(Concea), uma intensa interferência no ciclo de vida das cobaias. Um fato recente que ilustra o desrespeito ao Concea e aos comitês de ética foi a utilização de cães da raça beagle, pelo Instituto Royal, para experiências indevidas e com frequentes maus-tratos.
Percebe-se, portanto, que a utilização de animais para testes científicos é uma importante prática à sociedade e deve ser inspecionada para que não ocorra excessos. Dessa forma, o estado juntamente com o Concea devem instituir medidas que avaliem a necessidade da experiência, baseando-se nos códigos de ética existente. Além disso, as Ong’s que incentivem o combate ao abuso em animais precisam aliar-se a mídia para que suas campanhas surtam efeitos positivos e a própria sociedade passe então a não permitir o sofrimento e o excesso das experiências científicas.