O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 23/06/2021
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, ainda que a tecnologia tenha contribuído para a análise científica, mesmo assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que a viabilidade dos resultados recorre aos animais. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito do prejuízo perante a saúde física e psíquica dos animais, bem como a defasagem da ciência em aderir todos os procedimentos práticos acabam por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, sabe-se que apesar da evolução tecnológica, não existem alternativas válidas para todos os estudos que precisam ser realizados. Desse modo, os animais são utilizados em testes ou experimentos, como forma de conferir a eficiência de medicamentos, vacinas e diagnósticos. Com isso, é possível desenvolver tratamentos cirúrgicos ou clínicos. No entanto, apesar disso, é indubitável que muitos animais sofrem nesses exames, principalmente quando a questão ética não é priorizada. Tanto que, durante a Primeira Guerra Mundial, a partir de 1914, os cachorros avaliavam medicamentos, sem qualquer tipo de restrição, provocando muitas mortes por intoxicação. Por isso, cabe ao Poder Público monitorar os espaços de pesquisa, para que a utilização de animais seja feita dentro daquilo que compete o cumprimento com a saúde e bem estar.
Sob um segundo enfoque, tendo em vista a ineficiência da tecnologia, estima-se a dificuldade em abandonar essa prática. Em contrapartida, países como a União Europeia, desde 2009, proibiu os testes em animais para a produção de cosméticos. Até porque, segundo pesquisas, só na Europa mais de 3 milhões de animais morriam em testes, anualmente. Em razão disso, já que o Brasil sofre com a lentidão dos procedimentos feitos somente pela tecnologia, é preciso que os testes em animais sejam realizados pelo melhor tratamento, de forma reduzida e menos agressiva, a fim de mudar o percurso. Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos no comitê de ética, sendo administrado por profissionais da saúde, como biomédicos, para que seja fiscalizado semanalmente a barreira sanitária, estado físico e emocional dos animais, os ambientes em que estão habitando e a qualidade dos alimentos disponíveis. Em virtude disso, a fim de garantir o bem estar e segurança. Além disso, cabe ao Governo investir nos aparatos tecnológicos, para que ocorra a substituição pelos robôs, como forma de diminuir o uso de animais. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de mundo melhor.