O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 01/07/2021

Lançado pela Humane Society International, o curta metragem “Salve o Raph”, faz uma crítica à utilização e maus aos tratos sofridos pelos animais em decorrência de seus usos para fins de pesquisa científica. Todavia, torna-se relevante salientar o significativo hiato que há entre a utilização de modo regulamentado e o uso indiscriminados dos seres em questão, o qual gera dor e sofrimento. Nesse sentido, convém ressaltar a avalanche de informações equivocadas que ‘viralizam’ na sociedade, bem como a insuficiente fiscalização em caso de maus tratos efetivos.

Em primeira análise, convém assegurar que as pesquisas científicas que utilizam animais são atualmente necessárias e insubstituíveis para garantir a evolução da medicina, tratar e curar doenças. Em contrapartida, diversos setores sociais acusam pesquisadores de maltratar e serem desumanos o que causa toda uma comoção social. Entretanto, a utilização de animais, de acordo com a legislação, segue diversos e rígidos protocolos respaldados pelo Comitê de Ética, a fim de evitar todo e qualquer sofrimento dos animais. Ora, se hoje pessoas que tem diabetes, entre outras doenças que levam à morte por exemplo, sobrevivem, é graças a pesquisas realizadas com animais.

Em segunda análise, sabe-se que a realização de pesquisas com animais é uma prática dispendiosa aos laboratórios, uma vez que, como fora dito, deve seguir uma série de normas impostas pelo Comitê de Ética. Entretanto, empresas que não seguem e agem de modo contrário a lei, por exemplo, acabam oferecendo efetivos maus tratos aos animais e quando não há uma fiscalização eficiente para lhes conter, abusam do que deveria ser uma necessidade a favor da saúde humana.

Portanto, além de haver a necessidade do esclarecimento da população em torno da relevância do uso de animais para fins científicos de modo seguro e humanitário, cabe ao Ministério da Ciência intensificar o processo de fiscalização da condição dos animais utilizados em laboratório, por meio de assessorias preparadas e especializadas. Ademais, deve tornar de conhecimento público as diversas diretrizes seguidas pelos pesquisadores legais, a fim de tranquilizar a sociedade. Desse modo, será possível oferecer informação à população, bem como inibir possíveis atos em desacordo com a lei que sejam contra os animais, como demoonstrou o curta “Salve o Raph”.