O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 04/07/2021

O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito ao uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da necessidade de uso de espécies para fabricação de novos medicamentos e da utilização de estoque disponível, sem a busca por novas pesquisas.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, o uso de espécies a fim de fabricar medicamentos. Nesse sentido um dos marcos históricos na Segunda Guerra Mundial foi a utilização de judeus em testes de pesquisas e criação de novos cosméticos por cientistas alemães. Atualmente esse episódio histórico relaciona-se com o uso de animais em testes no país,uma vez que a necessidade de inovação pela ciência entre ambos os cenários permanece igualitária. Assim, vê-se que a humanidade busca o lucro sem sair de sua própria zona de conforto.

Além disso, a problemática encontra terra fértil na falta de busca por novas pesquisas. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange o uso de animais em testes científicos. Essa liquidez que influi sobre a questão da problemática apresentada funciona como um forte empecilho para sua resolução.

Convém, portanto, que, de modo urgente, medidas sejam tomadas. Então, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, desenvolvam “workshops”, em escolas, sobre a importância da empatia para. Tais atividades devem ser direcionadas aos alunos do Ensino Médio, porém, o evento pode ser aberto à comunidade. Além disso, podem ser ofertadas atividades práticas, como dinâmicas e dramatizações, a fim de tratar o tema de forma lúdica, para que a empatia seja uma prática presente.