O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 02/07/2021

Apesar de ser considerado polêmico o uso de animais como cobaias em pesquisas científicas trouxe diversos avanços tanto na saúde humana, como também na saúde animal, Estes auxiliam no desenvolvimento de antibióticos, anti-inflamatórios, vacinas, medicamentos, kits de diagnósticos. As substâncias indispensáveis à saúde são descobertas ou desenvolvidas a partir de muitos estudos e experimentos científicos. Os testes que mostram como elas se comportam em um organismo vivo passam hoje por etapas que exigem experimentos em animais. Atualmente, os animais também são usados para testes de produtos como cosméticos e vestuário. Algumas empresas já desenvolveram métodos para garantir a segurança de cosméticos sem a utilização de animais, fazendo desse fato um produto de marketing positivo, uma vez que muitas pessoas boicotam produtos que são, comprovadamente, testados em animais. Entretanto, a ciência ainda não tem alternativas para todos os ensaios onde os animais se fazem necessários. Por isso, para se estabelecer uma pesquisa, ou alguma produção de imunobiológicos ou medicamentos, deve-se submetê-la a uma espécie de conselho de ética para estabelecer parâmetros de máxima redução de sofrimentos impostos aos animais. A legislação atualmente em vigor que regulamenta o uso de animais em pesquisa científica no Brasil é a Lei 11.794, de 2008, conhecida como Lei Arouca.Essa lei define parâmetros para o uso de animais, bem como cria o Conselho Nacional de Controle e Experimentação Animal (CONCEA) e as Comissões de Ética no Uso de Animais (Ceuas). Para realização de experimentos com animais deve-se submeter o pedido aos comitês de ética e só poderão ser realizados, se for aprovado. Como solução podemos desenvolver novos métodos que não envolvam os animais, através do desenvolvimento dos testes de toxicidade, da neurociência e desenvolvimento de drogas. A cultura de tecidos é uma dessas alternativas e está impactando positivamente a saúde humana, além de reduzir o número de animais em pesquisa.