O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 04/07/2021
O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair da sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemáztica no que diz respeito à testes científicos feitos em animais. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de legislação e da lenta mudança na mentalidade social.
Nessa perspectiva, há a questão da falta de legislação, que influi decisivamente na consolidação do problema. Segundo Umberto Eco, “Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna, explicitada pela falta de uma legislação adequada. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por acabar por agravar ainda mais a questão dos animais utilizados para esses testes científicos.
Além disso, cabe ressaltar que a lenta mudança na mentalidade social é um forte empecilho para a resolução do problema. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão dos experimentos praticados nos animais é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.
Portanto, para que o problema deixe de fazer parte da realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas. Então, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Federal de psicologia no Brasil, devolvam “workshops” em escolas, sobre a importância da empatia para o enfrentamento de problemas sociais e para o equilíbrio da sociedade. Tais atividades devem ser direcionadas aos alunos do Ensino Médio, porém, o evento pode ser aberto à comunidade. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.