O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 03/08/2021

Na série “Stranger Things” exibida pela Netflix, Eleven é uma criança submetida a testes científicos para obter superpoderes. No entanto, no final da Segunda Guerra Mundial, os testes em humanos tornaram-se proibidos. Com isso, intensificou-se o uso de animais em testagem para diversas finalidades, com base no especismo e falta de opção para verificação da eficiência de medicamentos e vacinas, resultando em um debate ético.

Em primeira análise, o especismo valida a exploração de uma espécie sobre a outra. Portanto, defende que os humanos tenham o direito de utilizar os animais como cobaias. Porém, ativistas contrários a essa causa, defendem que nenhum animal deve ser explorado, sejam ratos, baratas ou coelhos. Igualmente, demonstrado no curta metragem “Salve o Ralph” coelhos são utilizados para testagem de cosméticos, o que sensibilizou a internet, na qual foi compartilhado nomes de empresas que utilizam ou não esse tipo de testagem, como uma tentativa de boicote. Entretanto, muitas empresas brasileiras, como por exemplo a Natura, já adotaram os chamados movimentos “vegan” e “cruelty-free” que não realizam esses tipos de explorações.

Em segunda análise, o Brasil é pioneiro e rigoroso na verificação das avaliações em animais. Afinal, foi construída a União Internacional Protetora dos Animais (UIPA). Mas ainda assim, é permitida a utilização dos bichos para testar vacinas e medicamentos no país, tendo em vista que os cientistas defendem que ainda não existe outra maneira tão eficiente de verificar essa validação. Logo, é importante que a ciência busque meios mais eficazes para evitar a problemática.

Contudo, a utilização da Mídia como ferramenta de propagação de conhecimento para as massas sobre o assunto, é necessário. Pois, as empresas buscam novos métodos e a procura por animais para este fim, diminui. Além do mais, cientistas em parceria com Universidades, devem buscar novos métodos seguros para testagem de vacinas e medicamentos.