O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 12/11/2021
No livro “A revolução dos bichos”, de George Orwell, é retratada a resistência dos animais aos humanos devido ao abuso diário. Fora da ficção, o debate sobre o uso de animais em pesquisas e testes científicos brasileiros também é grande isso, pois, esses testes ferem a integridade física da cobaia. Neste caso, por um lado, o bem-estar das pessoas requer o progresso científico e, por outro lado, uma retrocesso moral de muitas indústrias que continuam o abuso. Portanto, é necessário discutir esse assunto.
Em primeiro lugar, deve-se enfatizar que o uso de animais na pesquisa científica mudou completamente a ciência do século XX. Em alguns casos, os testes são apenas porque, sem eles, produtos tóxicos obtidos em massa afetariam milhões de pessoas, e, por isso, esses animais são cobaias para evitar isso. Portanto, além de poderem prever reações humanos ou não, os cientistas conseguiram desenvolver métodos para tratar várias doenças por meio desses testes. Por exemplo, na década de 1990, foi descoberto um novo tratamento para leucemia e linfoma: os monoclonais que foram desenvolvidos graças ao estudo em ratos.
Além disso, é importante destacar que, de acordo com a Organização para o Tratamento de Animais (PETA), 100 milhões de animais morrem em laboratório todos os anos devido à participação em testes científicos. Esses métodos são cruéis porque geralmente envolvem esfregar uma substância química na pele e nos olhos (sem alívio da dor) para testar a irritação da pele e monitorar os efeitos dos ingredientes específicos. Além disso, muitas empresas violaram os regulamentos e colocaram os animais em estado de exploração sem alimentação e saneamento. Portanto, ao final do experimento, os animais muitas vezes eram eram por injeção, gás venenoso ou decapitação, privando-os dos direitos de bem estar e a vida.
Diante dessa situação, medidas devem ser tomadas para solucionar o problema. Para tanto, o governo federal deve cooperar com o Comitê Nacional de Experimentação Animal (CONCEA) para fortalecer a fiscalização das indústrias que utilizam animais para testes científicos e fortalecer as multas aos infratores. Além disso, o CONCEA deve tornar a legislação mais rigorosa, restringindo ao máximo o uso de animais e as condições em que devem ser tratados. Portanto, espero que a distopia de Orwell se limite a ficção.