O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 11/11/2021

Embora a Constituição Federal de 1988 assegure que cada animal tem direito ao respeito e à proteção, o atual cenário brasileiro apresenta nítida violação a essa garantia, já que muitas empresas fazem uso de animais em testes científicos. Sabe-se que o avanço da ciência depende diretamente de experiências empíricas que testam teorias previamente concebidas, conforme prevê o estabelecido método científico. Mas essa realização de experimentos, quando é feita de forma insensata em animais, pode gerar um contrassenso ético. Ou seja, a ciência não deve agir de forma indiscriminada, sem levar em consideração o direito dos animais.

Nessa conjuntura, o curta-metragem “Save Ralph”, lançado em abril de 2021, faz uma crítica à indústria de cosméticos ao ilustrar o cotidiano de Ralph e outros coelhos que sofrem maus-tratos pelos testes laboratoriais de alto risco. Assim como na obra cinematográfica citada, observa-se que, na sociedade brasileira contemporânea, a crueldade animal se faz persistente, já que, segundo dados da ONG PEA (Projeto Esperança Animal) múltiplas espécies são levadas de seu habitat natural para laboratórios de diferentes tipos de pesquisa.

Na busca de obter novos produtos para fins humanos e lucro, o homem explora seres indefesos. Animais são aprisionados em jaulas precárias, sofrem maus tratos e são utilizados como meros objetos nos testes das novas fórmulas, e nem sempre geram resultados construtivos. Ou seja, o indivíduo que visa o lucro, muitas vezes, ultrapassa limites.

Diante do exposto, faz-se imprescindível a tomada de medidas ao entrave abordado. Logo, urge aos Estados com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação desenvolver mudanças criativas, que promovam reduzir energicamente a utilização de animais em experimentos. Ademais, cabe ao Governo Federal, em parceria com o CONCEA (Conselho Nacional de Experimentação Animal), aumentar a fiscalização nas indústrias, incentivando-as a investirem em modelos matemáticos e computacionais nos testes. Dessa forma, os testes em animais serão desestimulados, e o Brasil se distanciará da realidade apresentada em “Save Ralph”.