O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 19/11/2021
A maioria dos países foca seus esforços no controlo da qualidade de vida do ser humano, através de pesquisas e testes científicos. O Brasil é um dos poucos países destes países que prefere gastar recursos e tempo em “aventuras” como usarem animais em testes. Até o final de 1999, cerca de 56 mil animais foram usados num total de 1.072 experimentos (1). Em 2000, esse número apresentou um incremento de 199% (2). Alguns estados, como o Rio de Janeiro, apresentam taxas de sucesso absurdas: em 2000 foram utilizados 28.958 animais em 1.929 testes (3). Há muitos dados para serem detalhados sobre a desproporcionalidade da pesquisa animal no Brasil. Cerca de 50% dos testes brasileiros em animais são feitos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a UFRGS.
Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), de Campinas, interior de São Paulo, deram um grande passo para o fim do uso de animais em testes de medicamentos. Os cientistas criaram em laboratório órgãos em miniatura a partir de células humanas e testaram o medicamento paracetamol, o que resultou de uma forma muito semelhante ao organismo humano. Os pesquisadores afirmam que o método é muito mais barato, eficaz e que pode retirar os animais dos laboratórios dentro de três ou quatro décadas. Visto que os testes em animais podem ser substituídos e que esses seres são considerados sencientes, deve haver incentivo por parte da comunidade científica e dos ativistas pelos direitos dos animais, por meio de campanhas e manifestações, à utilização de métodos alternativos de testes, que além de beneficiários de jogos de animais, o evento seria um grande avanço na ciência do país. Quem sabe, assim, o fim dos testículos em animais deixe de ser uma utopia para o Brasil.