O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 15/11/2021
Alguns pesquisadores afirmam que 300 a.C., Aristóteles e Erasistrato já usavam animais para suas experiências. Durante os anos, esses experimentos foram muito importantes para originar antibióticos, vacinas e outros medicamentos. Porém com o avanço da tecnologia, permitiu a criação de novas técnicas para fazer testes e pesquisas científicas no Brasil e no mundo. Mesmo assim, muitos pesquisadores ainda não abriram mão dos testes em animais.
De início vale destacar que estão sendo desenvolvidas novas técnicas visando a descoberta de testes que eliminam o uso de seres vivos. Prova disso foi a pesquisadora brasileira Carolina Catarino que foi premiada pelo Lush Prize 2017. A pesquisadora desenvolveu um modelo de pele humana reconstruída in vitro para testar toxicidade, possibilitando testes quanto à irritação e corrosão.
Em segundo momento, cabe ressaltar que no Brasil há leis que restringem os testes em animais em algumas áreas da ciência, como por exemplo a de Nº11.794. Portanto, quando se dá a opção de usarem as novas técnicas ou não, muitos cientistas preferem usar o método antigo por já serem familiarizados e terem uma segurança bem maior com os resultados obtidos. Sendo assim, muitos animais ainda são utilizados como cobaias, que por vezes não são anestesiados e acabam sentindo dores extremas.
Com o objetivo de acabar com o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil, é dever do Estado incentivar as pesquisas de desenvolvimento de novas técnicas, através de premiações para os pesquisadores que desenvolverem esses novos métodos. Além disso, é importante que o Ministério da Ciência e Tecnologia fiscalize os laboratórios regularmente para que o uso de novas tecnologias seja implementada cada vez mais no ramo das pesquisas e testes científicos. Somente assim, o uso de animais e o sofrimento dos mesmos terá um fim.