O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 12/11/2021
No século 20, no contexto da Guerra Fria, o mundo foi dividido por duas grandes potências, formando um “mundo bipolar”. Este período foi caracterizado por investimentos contínuos em pesquisas tecnológicas. Porém, o mundo hoje é caracterizado pela multipolarização, em que países como o Brasil buscam contínuo avanço tecnológico. Nesse caso, é preciso admitir que testes e experimentos científicos têm causado desconforto em grande parte da sociedade brasileira.
Em primeiro lugar, deve-se destacar que o contexto brasileiro contemporâneo está pautado na lógica capitalista de busca do lucro. Portanto, o investimento nas áreas médica e tecnológica tornou-se indispensável. Desde o nascimento da ciência, os animais passaram por experimentos para ajudar os profissionais a obter resultados que salvam vidas. Hoje, graças ao uso de animais, é possível analisar várias doenças e desenvolver novos métodos de tratamento. O famoso ditado de Albert Einstein “A ciência não tem sentido a menos que sirva aos interesses da humanidade” é muito aplicável no contexto. No entanto, há um sério problema por trás dessa lógica: algumas clínicas violam os direitos éticos e morais dos animais.
Portanto, é essencial desenvolver métodos alternativos de pesquisa para reduzir a necessidade de experimentos com animais. Neste caso, os protestos contra o experimento aumentaram em todo o país, tanto que em 2013, os manifestantes resgataram um grande número de cães acusados de abuso do Instituto Real. No entanto, é importante entender como a pesquisa básica está usando animais. A sociedade muitas vezes considera os cientistas os chamados “vilões” da história. Com isso, percebe-se a falta de diálogo entre a Associação Científica e o Departamento de Proteção Animal.
Portanto, é óbvio que apesar do desenvolvimento contínuo da tecnologia, o ser humano ainda carece de diálogo, e ambos os motivos podem causar desconforto. Portanto, é importante estimular a consciência crítica das pessoas na escola e em casa por meio de trabalhos científicos voltados para o tema. O governo deve trabalhar com o Comitê Nacional de Controle de Animais de Laboratório (CONCEA) para formular leis e regulamentos de controle e inspeção mais rígidos. Para garantir o bem-estar animal no futuro.