O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 18/11/2021
Um dos assuntos estudados na área das Ciências Humanas é o tópico “O ser humano e sua constante interação com a natureza”. E fato é esse, que por diversas vezes, o ser humano é inteiramente dependente da natureza, em diversas áreas vitais. Uma dessas é a saúde, essa que depende constantemente de recursos vindos da natureza, seja Fauna ou Flora. Por esse motivo, devemos sempre manter esta interação saudável, utilizando animais para testes apenas quando realmente é necessário e substituindo-os quando possível, por métodos que os substituam.
Desse modo, já no Brasil, existem leis que “protegem” esses animais, e lhes concedem alguns “direitos”, como segue na lei 11.794, onde cita claramente que só são permitidos testes em animais em pesquisas e testes científicos. Uma das razões é a necessidade de conhecer os efeitos de cada substância antes de ministrá-la a humanos, de modo a evitar consequências indesejáveis na saúde dos indivíduos. Nesse caso, a resistência social ao uso de cobaias, por representar entrave aos avanços científicos, coerge a sociedade à estagnação nos níveis de saúde, que poderiam elevar-se.
Entretanto, existem formas de diminuir o uso destes seres, como optar para o uso dos métodos alternativos in vitro ou mesmo a possibilidade de utilização de células humanas, eliminando o problema da distância filogenética entre animais e humanos e elevando a taxa de sucesso transição dos testes pré-clínicos para os clínicos.No entanto, quando o assunto são os medicamentos, a indústria farmacêutica ainda precisa testá-los em animais, para simular as reações complexas que podem ocorrer no organismo após o uso destas substâncias. Neste caso, os métodos alternativos podem ser utilizados antes da experimentação animal como um filtro para encontrar compostos que sejam realmente promissores, a fim de reduzir testes desnecessários em animais.
Portanto, é imprescindível que o Governo Federal restrinja, por meio de uma legislação aplicável e eficaz, a utilização de animais apenas em situações nas quais é estritamente necessária e insubstituível, como na área da farmacêutica. E uma alta fiscalização deve ser feita sobre esses laboratórios que utilizam de testes em animais, evitando desta forma quaisquer maus tratos e crueldades. Além disso, o Governo Federal deve investir em métodos alternativos para minimizar o uso de animais em pesquisas, por meio de parte do PIB ou do orçamento nacional. Assim, a legislação, em conjunto, orienta e garante o bem-estar dos animais.