O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 20/11/2021
Segundo Renè Descartes, filósofo francês, os animais são como máquinas, que não possuem alma, sendo também, insensíveis à dor, circunstâncias que justifica — e permitem — o uso deles como cobaias para experimentos. O uso de animais em pesquisas e experimentos médicos vem ocorrendo há muitos anos. A maioria dos remédios, dispositivos médicos, procedimentos cirúrgicos que possuímos foram obtidos através de testes e pesquisas em animais.
De início, é notório destacar que com o avanço da tecnologia ficamos cada vez mais expostos com informações que anos atras não sabíamos. Prova disso recai um curta-metragem nomeado “Salve o Ralph”, lançado no começo do ano na plataforma Youtube, onde ficou bastante famoso na internet por mostrar o coelho Ralph expondo um pouco da sua rotina de ‘trabalho’ para as câmeras. No entanto o vídeo fala sobre uma campanha global promovida pela Humane Society International (HSI), para conscientizar a sociedade sobre testes de cosméticos em animais. Ralph é o porta-voz da #saveralph, no qual usam a animação para expor a crueldade e a situação dos animais nos laboratórios em todo o mundo.
Apesar de possuir vários pontos negativos, o uso de animais não deve ser 100% dissipada, pois eles, até este momento, são importantes para o avanço da ciência, onde contribuiu para o aumento da expectativa de vida das pessoas, que passou de 47 anos em 1900 para 78,8 anos hoje. “O uso de animais em experimentos não é opcional. Existem situações em que eles simplesmente não podem ser substituídos”, diz Silvana Gorniak, pesquisadora da Faculdade de Medicina Veterinária.
Em virtude dos fatos, cabe ao governo de cada país, implantar leis mais rígidas, conscientizar a população para que verifiquem se os produtos que consomem possuem certificado e aos cientistas analisar métodos alternativos, como a cultura de células e tecidos, onde possibilitou a redução de número de animais utilizados em pesquisas.