O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 10/09/2021
O curta-metragem “Salve o Ralph”, cuja voz é interpretada pelo ator Rodrigo Santoro, retrata o uso exagerado de animais em testes de laboratórios. Paralelo à realidade, o crescimento alarmante do consumo de produtos tem exigido -com maior frequência- a utilização abusiva de cobaias (ratos, coelhos). Outro problema é que, mesmo assim, não há garantia de que essas avaliações serão seguras para a sociedade. Dessa forma, é urgente que medidas sejam colocadas em prática para dar fim ao uso animal em pesquisas e testes, no Brasil.
Primeiramente, em uma matéria do Fantástico, voluntários realizaram uma busca de cachorros da raça Beagle, que estavam sendo torturados e explorados para testes de produtos no Instituto Royal, São Paulo. Isso demonstra o resultado da irresponsabilidade de empresas, que infringem a ordem 11.794 ( Lei de experimentação animal) e “fecham os olhos” para os maus-tratos, pois são movidas pelo lucro e pelas produções cada vez mais efêmeras no mercado.
Ademais, segundo a Nova Cosméticos, 92% de remédios que passaram por avaliações e foram aprovados por cobaias -como ratos, coelhos cachorros e macacos-, não possuem os mesmos resultados quando aplicados em humanos. Em outras palavras, percebe-se que, embora os animais tenham semelhanças com as pessoas, existe a necessidade de buscar novas alternativas para os testes devido às consequências que os bichinhos precisam lidar: machucados profundos, enfermidades e até mortes.
Dito isso, é de imensa necessidade criar atitudes que possam solucionar o uso abusivo de animais em pesquisas e experimentações, no país. Em primeiro lugar, o CONCEA (que faz o controle dos testes), junto com a ANVISA, deve fiscalizar locais de testes ilegais, por meio do incentivo à denúncias e buscas ativas de seus grupos, a fim de impedir os maus-tratos dos bichos. Além disso, é preciso que os cientistas, com o apoio de outros ramos, possa desenvolver recursos diferentes desses testes, por meio da tecnologia avançada, para substituir qualquer tipo de vida na verificação de produtos. Assim, será possível que o Brasil impeça o uso exploratório de animais, diferente do que ocorreu com o Ralph.