O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 13/09/2021
No mundo atual, a crescente necessidade da utilização de animais como cobaias em experimentos científicos mostra o desequilíbrio entre o Homem e a natureza no século atual, o que age contra as ideias renascentistas do grande pintor Leonardo da Vinci, que exaltava o equilíbrio do Homem e da natureza. No entanto, no Brasil, tal balanço não é uma realidade, visto que animais são submetidos a experimentos que não trazem resultados significativos e favorecem a cultura da crueldade.
Em primeiro lugar, é necessário pontuar que os testes em animais não são eficientes. De acordo com a PEA (Projeto Esperança Animal), as pesquisas científicas realizadas em animais não são seguras devido às grandes diferenças biológicas entre eles e humanos, os quais utilizam os produtos testados. Imerso nessa lógica, é possível afirmar que tais exames não possuem exatidão e não são seguros e, por isso, não devem ser realizados no país. Tal situação é retratada na série “Dr. House”, quando o protagonista utiliza um remédio inovador que funcionou em camundongos, porém, em seu organismo, provocou o surgimento de diversos tumores. Dessa forma, é indubitável que os testes em animais não são eficazes, logo, não há justificativa para realizá-los.
Em segundo lugar, também é importante ressaltar que a realização de experiências científicas em animais coloca em questão a ética humana, uma vez que perpetua a crueldade. Segundo os pesquisadores William Russel e Rex Burch, os quais criaram os princípios de substituição de animais em pesquisas, o sistema nervoso do grupo em questão é similar ao humano. Isso significa que, durante os experimentos, os bichos utilizados sentem dor extrema e, ainda assim, o procedimento é ininterrupto. Essa realidade é mostrada no documentário canadense “MTD”, que exibe cenas de diversos animais, em laboratórios reais, exprimindo dor intensa durante os testes. Sendo assim, é inquestionável que, ao continuar tais ações, a sociedade fragiliza os seus princípios éticos e favorece a barbaridade.
Diante do exposto, fica evidente que a utilização de animais em pesquisas científicas no país é um problema e deve ser desestimulada e coibida. Portanto, cabe ao Governo Federal, como órgão regulador da sociedade, realizar campanhas de conscientização da sociedade sobre a ineficácia de produtos testados em animais, por meio de redes virtuais e televisivas, a fim de diminuir o uso desses e enfraquecer empresas que realizam tais procedimentos. Ademais, o Poder Legislativo, como responsável pelas leis, deve proibir as pesquisas em animais e estabelecer multas para os laboratórios que não cumprirem essa norma, com a finalidade de proteger os animais e diminuir a crueldade. Feito isso, o equilíbrio buscado por Da Vinci poderá ser conquistado.