O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 13/09/2021

Sabe-se que a utilização de animais em testes científicos é uma prática comum e de longa data. Muitas marcas possuem o selo “livre de crueldade” em seus produtos, mas ainda existem empresas que se recusam a transformar seus meios de produção, como o Instituto Royal e a Avon. É perceptível que o emprego de cobaias dentro desses processos é feito de forma insensata, visto que já existem formas mais sustentáveis de realizá-los. É preciso chamar a atenção das autoridades quanto a essa violência demasiada entre as pesquisas, assim como para que métodos libertos de tortura possam ser melhor desenvolvidos e utilizados.

Em primeiro lugar, vale destacar que por possuírem uma fisiologia semelhante aos humanos, fazer o uso de animais dentro do meio laboratorial sempre pareceu mais fácil quando comparado às outras opções. Esses experimentos, embora tenham sido responsáveis por grandes avanços na biologia e na medicina, podem causar dor, surdez, queimaduras, cegueira e outros inúmeros malefícios às espécies que forem escolhidas para participar, incluindo o sacrifício. Visando dar mais visibilidade ao movimento, foi divulgado, em 2021, o curta-metragem “Salve o Ralph”, que retrata o constante sofrimento do personagem principal, um coelho de laboratório. Esse documentário trouxe a tona diversos debates éticos a respeito desses processos e levantou questionamentos que fizeram com que grandes marcas se posicionassem contra ou a favor da prática. Desse modo, é visível que a causa já é conhecida, mas que por ainda não ser de total adesão, precisa ser tratada com mais seriedade.

Além disso, é importante salientar que existem formas eficazes e livres de crueldade de realizar esses testes. O principal método é chamado de In Vitro e consiste em reproduzir, por meio de artifícios tecnológicos e científicos, um tecido capaz de simular as reações do organismo humano. Além dele, pode-se citar, também, as simulações computacionais e os estudos de moléculas. Apesar de existirem alternativas contra o citado processo, são poucas e por conta do modo convencional ser menos trabalhoso, não são utilizadas por todas as instituições. Dito isso, fica claro que não testar em seres vivos seria mais fácil e comum se existissem investimentos em peso na área da biotecnologia.

Assim, faz-se evidente que medidas precisam ser tomadas para a resolução dessa problemática. Ao

governo, cabe a proibição de experimentos em animais, através de uma lei que puna, de forma severa, aqueles que insistirem no ato, além de apoiar financeiramente as instituições que desenvolvem os procedimentos livres de crueldade, apoiando o desenvolvimento da tecnologia e da sustentabilidade, a fim de que a exploração das espécies dentro dos laboratórios seja extinta e que as outras formas de realizar o processo possam ser aprimoradas, assim como novas possam ser criadas.