O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 09/10/2021
No curta-metragem “Save Ralph”, é criticado vivamente os danos que são causados aos animais usados como cobaias em experimentos científicos ou na indústria cosmética. Não tão distante da obra, a realidade se encontra em semelhante situação da representada. No Brasil, a permissão para o uso de animais é regido pela Lei Arouca, criada em 2008, com o intuito de controlar o uso de bichos em testes tecnológicos e pesquisas. Para mais, arranjar uma forma de realizar esses experimentos sem ser em animais, ainda é complicado.
Nessa conjuntura, é válido analisar o posicionamento da área da biomedicina que, por ora, faz o uso dos animais para testes de medicamentos e vacinas, por exemplo. A biomedicina é o campo de estudo especializado na descoberta de doenças humanas e na busca de maneiras de como combate-las. Segundo a Bioemfoco, o uso de animais em pesquisas clínicas se dá em animais como ratos, camundongos e peixes, principalmente. Ademais, para fazer o uso desses animais, os biomédicos fazem a reprodução desses bichos em biotérios, locais para a multiplicação de animais que posteriormente será usado em laboratório para experimentos científicos.
Em contrapartida, a atuação das indústrias cosméticas adentra em um âmbito mais delicado quanto ao uso de animais nos experimentos. Atualmente, tem-se encontrado iniciativas que fizeram cair o uso de bichos em testes de produtos de beleza. Como exemplo, pode-se citar o cruelty-free, que visa ao desenvolvimento de produtos de beleza à partir do uso de probióticos utilizados na testagem e não mais os animais. Contudo, não é difícil a exibição de notícias que abordam o transtorno causado por empresas de cosméticos ao utilizarem animais em testes forçados para a aprovação de produtos novos.
Dado o exposto, infere-se, portanto, que, medidas são necessárias para mudar o quadro atual. Para isso, é fundamental que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em parceria com Instituições Estaduais, façam o controle de indústrias cosméticas que utilizam animais em seus testes, isso por intermédio da CONCEA (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal). Tal ação pode, ainda, ter apoio da população através de boicotes no uso de produtos que passam por testagens em animais, além da denúncia de empresas que agem irregularmente. Tudo isso, com o intuito de garantir o bem-estar dos animais, evitando, dessa forma, experimentos forçados contra esses bichos.