O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 08/10/2021
Na produção cinematográfica Homem Aranha, a empresa Oscorp faz testes com aranhas e as modifica geneticamente para experimentos laboratoriais, visando melhorar o desenvolvimento e capacidades humanas. Fora da ficção, o uso de animais em pesquisas científicas é, devido a carência de substitutos para o método, infelizmente, recorrente, possibilitando situações de maus tratos constantes contra as espécies testadas, e agravando-se pela isenção da sociedade na cobrança por métodos alternativos em parte das pesquisas. Assim torna-se necessário que uma força resolutiva desloque o impasse da inércia.
Em primeiro lugar, a imprescindibilidade do uso de animais em pesquisas ocorre pela necessidade que indústrias e fornecedores da área comercial possuem de testar produtos que serão utilizados por humanos, a fim de evitar problemas como alergia ou contaminações. Diante disso, os animais de laboratório se tornam uma cobaia para o ramo farmacêutico, viabilizando o surgimento de procedimentos e tratamentos aos bichos, em fraude às fiscalizações, por parte de empresas movidas exclusivamente pela lucratividade, força motriz do capitalismo. Desse modo, os animais tendem a sofrer com métodos cruéis e torturas que, em muitos casos, poderiam ser evitadas ou substituídas, mas que pela rentabilidade são mantidas.
Sob outro ângulo, a ausência de interferência da sociedade na cobrança pela pesquisas de formas alternativas acentua o revés. Nesse sentido, há uma contraposição de valores, ao considerar que, especialmente em âmbito hodierno, animais domésticos são demasiadamente estimados por humanos, devido a tendência à baixa natalidade e a influência de filmes como Marley e Eu, enquanto os animais utilizados para testes são poucos defendidos pela sociedade. Dessa forma, a busca por outros métodos é retardada e os maus tratos nos processos continuados.
Diante do supracitado, é mister que o Governo federal financie a busca de métodos alternativos e amplie a fiscalização dos procedimentos utilizados nas pesquisas com testes em animais, através do aprimoramento do órgão Anvisa, com a contratação de uma maior quantidade de funcionários especializados em todos os estados brasileiros, com ênfase nos mais vilipendiados, a fim de garantir que os maus tratos aos animais de laboratório sejam extintos e que as empresas sigam o regulamento proposto em lei. Destarte, com as medidas tomadas, é possível que os animais deixem de ser tratados apenas como cobaias e que o cenário exposto no filme Homem Aranha seja futuramente descontinuado da realidade.