O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 08/10/2021
No livro “A Revolução dos Bichos” de George Orwell, é retratada uma revolta feita pelos animais contra os humanos, em razão dos maus tratos que eles sofriam diariamente. Fora da ficção, em um cenário hodierno, o Brasil enfrenta adversidades para restringir a utilização de bichos em pesquisas e testes científicos. Isso ocorre seja pelas atrocidades sofridas pelos animais, seja pela indústria farmacêutica que visa somente o lucro através desses testes. Em síntese, torna-se evidente a necessidade de adotar medidas que amenizem esses problemas.
A princípio, são notórios os abusos e atrocidades decorrentes da utilização de seres vivos no ramo experimental. Segundo os dados de uma pesquisa feito pela PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), 100 milhões de animais morrem em laboratórios todos os anos em razão das participações em testes científicos. Em vista disso, verifica-se que os métodos utilizados para testarem, na maioria das vezes, produtos de beleza nos animais faz com que os bichos se encontrem em estado de exploração, sem alimento e higiene e expostos a produtos químicos. Como resultado, ao final dos procedimentos os animais são executados por meio de uma injeção letal, gaseamento ou decapitação.
Ademais, é perceptível que a questão econômica impulsiona os testes a serem realizados, principalmente, no âmbito farmacêutico. Essa informação é confirmada através de uma reportagem a qual retrata uma invasão feita no Instituto Royal, local onde estavam sendo realizados testes de produtos farmacêuticos em cães, ratos e coelhos. Desse modo, intuímos que com surgimento de novas doenças esse ramo é motivado a descobrir novos medicamentos, o que ocasiona em muitas tentativas em animais, já que o mesmo precisa observar os efeitos de drogas e substâncias no organismo vivo antes de constatar a segurança para os humanos utilizarem. Logo, tais atitudes visam somente alta lucratividade e, com isso, ignoram bem estar do animal.
Em suma, infere-se que o uso de bichos em pesquisas e testes científicos é um grande desafio para o Brasil. Sendo assim, é preciso que o Governo, através da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que exerce o controle sanitário de todos os produtos e serviços, deve inspecionar as empresas, principalmente as de cosméticos, com o objetivo de verificar se há a realização de testes em animais. Também, é relevante que o Estado, por meio do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), crie outras alternativas de testes de medicamentos, como a utilização de materiais sintéticos, com o intuito de extinguir os testes em seres vivos. Destarte, as adversidades em relação a essa temática se atenuarão no país.