O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 07/10/2021

O avanço da ciência trouxe produtos que facilitaram a vida da população. Todavia, muito tem sido debatido acerca do uso de animais em experimentos para produtos, como cosméticos e medicamentos de uso humano. Assim, evidencia-se um desafio de ordem social, ligado à economia e que deve ser analisado frente à ética.

Segundo o pensamento marxiano, a economia é a base das relações sociais. De maneira análoga, nota-se que a prática de testes feitos com animais está internamente ligada ao seu custo benefício, significativamente econômico. Além disso, os argumentos de que certos animais, como os camundongos, se tornam ótimas cobaias, por terem o seu genoma muito semelhante ao humano. Desse modo, cria-se um fundamento de que a utilização desses animais seria uma tortura justificada, uma vez que ela se dá em nome da evolução da ciência, clássico visando o bem-estar humano.

É importante pontuar, ainda, a ética frente ao uso de animais como cobaias. Segundo Imanuel Kant, o homem deve observar se suas ações podem ser aplicadas a todos, sem que ninguém seja prejudicado por elas. Sendo assim, faz-se necessário analisar que a demanda humana por cosméticos, medicamentos e pesquisas científicas prejudica a vida animal, tendo em vista que, segundo o G1, cerca de 100 milhões de animais morrem, anualmente, em experimentos.

Diante do exposto, medidas que zelem pela vida animal são necessárias. Para isso, as empresas devem implantar meios alternativos, como o uso de impressoras 3D, um fim de suprimir o uso de experimentos de animais. O Ministério da Justiça, por sua vez, deve efetivar a lei contra os testes em animais, promulgada em 2017, criando punições mais severas às empresas ainda ilegais. Além disso, as ONG’s e a população ativista devem perpetuar a luta contra os maus tratos sofridos por animais, denunciando qualquer violação à lei. Dessa forma, a ética pode aliar-se ao bem-estar humano, sem prejudicar vidas inocentes.