O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 08/10/2021
No ano de 2021, viralizou um curta nas redes sociais -Instagram e o Twitter-chamado “Salve o Ralph”, retrata o cotidiano de um coelho que “trabalha” como cobaia nas empresas de cosméticos para os humanos. Com isso é possível concordar que é incontestável que os testes em animais sejam inúmeros, como por exemplo, Teste de irritação dérmica, Testes de Toxidade Alcoólica e Tabaco e outros.
A princípio, segundo Presgrave, estima-se que pouco mais de 180 milhões de animais foram usados para fins científicos no mundo em 2015 - no Brasil, não há recarregadas. O número global representa um aumento em relação a 2005, quando cerca de 115 milhões de cobaias foram utilizadas em pesquisas. Além disso, estes experimentos não estão incluídos uma espécie. Cães, gatos, peixes, roedores e macacos são diários a métodos torturantes, frequentemente levando à morte prematura. Ademais, um desses métodos envolve uma substância sendo esfregada na pele raspada e produtos químicos nos olhos (sem alívio da dor), um fim de testar a irritação da pele e monitorar os efeitos de um ingrediente específico. Por conseguinte, ao término dos experimentos, os animais são supliciados por injeções letais, gaseamento ou decapitação.
Entretanto, muitas marcas optaram por se posicionar contra os testículos em animais. Logo, isso significa que há uma grande variedade de produtos disponíveis para compra (e uso) sem culpa. Tal como, análise computadorizada, testes em pele integrado em laboratório e testes de contato em seres humanos são alguns dos métodos utilizados em países onde a legislação proíbe o uso dos animais em testes de cosméticos. Para os ativistas do direito animal, os testículos com animais, além de submeterem os bichos ao sofrimento, não trazem resultados precisos. Um caso famoso é o da talidomida, remédio vendido para grávidas que causou a deformação de fetos em várias mulheres nos anos 1950. Era usado como sedativo para aliviar as náuseas das mulheres grávidas, o remédio foi testado antes em animais.
Portanto, é necessário alternativas, como substituição por células-tronco, simulações computacionais, tecnologia de DNA recombinante, necessitariam de investimentos públicos. Sendo assim, cabe ao governo investir em projetos que proíbam os testes em animais para produção de cosméticos, investindo em outras alternativas. 37 países, que escolher um enorme mercado consumidor, já aprovaram leis proibindo ou limitando testes em animais para cosméticos ou a venda de cosméticos testados em animais, incluindo os 28 países membros da União Europeia (UE). O Ministério da Cultura, deve promover campanhas de conscientização, para que essa realidade atroz seja transformada.