O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 09/10/2021

No filme “Ratatouille”, um pequeno rato comanda o jovem Alfredo na cozinha através de reflexos nervosos estimulados por puxões em seu cabelo e, ao ser descoberto, muitos duvidam do seu dom na culinária, fazendo-o provar na frente do restaurante que é capaz. Percebe-se, no contexto atual, frequente uma situação semelhante à do roedor, na qual o potencial dos animais não é preocupação para os indivíduos pesquisadores ou para aqueles guiados pelo lucro. Desse modo, é fundamental a discussão acerca dos experimentos realizados em animais.

Convém ressaltar, a princípio, que a Constituição federal de 1988, em vigor até os dias de hoje, é um dos principais motivos para a permanência dos testes em laboratórios com a utilização de animais. De maneira análoga a Aristóteles no livro “Ética e Nicômaco” a política existe para garantir a felicidade dos cidadãos. No entanto, é notório que a falta de informação e de conhecimento disponível para as pessoas viola esse direito, à medida que estão se revoltando contra a ciência, sem o conhecimento básico para fazerem um julgamento justo e formarem suas opiniões, assim, caindo nas armadilhas da internet e seguindo movimentos contra a ciência.

Ademais, deve-se considerar a importância histórica desses estudos para a cura e erradicação de muitas doenças como a penicilina por Alexander Fleming.

Fica claro portanto que, a utilização de animais como cobaias caracteriza-se como uma forma arcaica que serve apenas como um “escudo” aos fabricantes e já existem maneiras mais eficientes e sem danos a nenhum animal. A mídia em parceria com o Governo, poderia utilizar de sua influência, para propagar produtos e marcas que não façam testes com animais, por meios de campanhas publicitárias e reportagens exibindo seus benefícios, estimulando a sociedade a consumi-los e não alimentando empresas que persistem em fazer testes com animais.