O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 09/10/2021
No ano de 1842, a Inglaterra criou a primeira organização protetora dos animais, a Sociedade Britânica para Prevenção da Crueldade com animais, que visava à proteção desses seres, que desde o princípio da medicina vinham sendo utilizados como cobaias em experiências. Entretanto, a existência de ações protetivas, como a supracitada, não eliminou totalmente a utilização de animais em testes, o que é visto como desafio para permanência da ética humana nas sociedades atuais.
A prirori, é importante destacadar a ineficiência dos testes realizados em animais. Segundo o PEA - Projeto Esperança Animal - pesquisas feitas por meio da utilização de animais não apresentam eficácia devido às disparidades biológicas entre eles e a população humana, a qual é responsável por consumir os produtos testados. Nesse sentido, os seres humanos podem desenvolver problemas de saúde em seu organismo, chegando até a apresentar tumores. Dito isso, entende-se que os testes em animais devem ser mitigados, uma vez que apresentam prejuízos para o desenvolvimento animal e humano.
Outrosim, ressalta-se a questão ética ligada à realização de experimentos animais, visto que há neles a perpetuação de atos envolvendo crueldade. Segundo pesquisadores que defendem a substituição de animais em testes, esses seres apresentam sistema nervoso semelhante ao humano, o que faz com que durante os experimentos eles sejam capazes de sentir dor intensa, assim como se fosse no caso de uma pessoa.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para impedir o uso de animais em testes no país. Os governos estaduais devem se certificar acerca do cumprimento de leis que buscam cuidar dos animais, por meio da fiscalização de ongs e casas que os abrigam, com visitação e coletas de dados que apresentem as condições de saúde dos animais residentes, a fim de evitar que esses sejam utilizados cruelmente em experimentos médicos ou científicos. Assim, espera-se que os animais tenham seus direitos garantidos e possam viver dignamente, bem como os humanos.