O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 08/10/2021

O curta “Salve o Ralph”, que viralizou na mídia em 2021, trouxe à tona a realidade de milhares de animais que são usados como cobaias para testes cosméticos. Esse tópico ganha força com o posicionamento de artistas e influenciadores na internet. O uso de animais para fins estéticos faz com que esses animais sejam torturados diariamente até a sua morte. Logo, medidas devem ser tomadas a fim de reverter tal situação.

Em primeiro momento, percebe-se que a mídia é fundamental ao combate a essa crueldade. O apoio de artistas e a abordagem dessa temática em filmes e programas de televisão faz com que essa causa alcance grande parte da sociedade. Segundo o instituto Datafolha, 41% da população brasileira é contra testes com animais, nota-se, então, essa influência. Apesar desse esforço, milhões de animais continuam a ser mal tratados no Brasil e no mundo.

Em segundo momento, observa-se que a lei brasileira permite o uso de animais em instituções de ensino superior e capacitação profissional. Essa prática é apoiada e defendida por pesquisadores e cientistas, que a veem como um mal necessário. Para eles, o teste em animais é algo indispensável e sem ele a indústria de cosméticos não avançaria. Para tal avanço, esses são sujeitos a testes que tornam suas vidas limitadas ainda mais difíceis.

Cabe ao governo, portanto, adicionar à lei 11.794 fiscalizações em instituições que não são permitidas a utilizar animais em testes e restringir esse uso a apenas casos indispensáveis, uma vez que diversas empresas desenvolvem os seus produtos sem essa prática. É necessário, também, que o governo juntamente com as ONG´s deem incentivos fiscais às empresas que se comprometerem a causa cruelty free. Visando, dessa forma, erradicar uma ação desumana que pode ser evitada e salvar a vida de milhões de seres.