O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 18/10/2021
Durante a Segunda Guerra Mundial, nos campos de concentração nazistas, foram realizados vários testes médicos sem o consentimento dos indivíduos que foram presos e, apesar de diversos avanços para a medicina o preço pago por essa “conquista” foi muita dor e sofrimento. No contexto atual, a prática de testes em seres vivos perpetua, dessa vez com o uso de animais para pesquisas científicas. Nesse sentido, é necessário a análise da problemática, visto que a prática em questão contribui para a banalização da vida animal e expõe o ser vivo a uma panorama de incerteza.
Em primeira análise, é válido destacar que o uso de animais para fins científicos potencializa a mediocrização da vida animal. Nessa conjuntura, no filme Legalmente Loira 2, a protagonista ao se formar em direito decide entrar para a causa animal e defender a proibição da utilização de animais em testes. Entretanto, ao levantar sua pauta foi ignorada por todos os políticos a quem recorreu pois, segundo eles, a causa não era de grande importância. Logo, é possível observar, por meio da ficção, o descaso das pessoas pela vida animal. Dessa forma, é mantida a visão de “objetificação animal” contribuindo para a continuidade de testes que não protejam plenamente a vida dos seres vivos em questão.
Outrossim, é importante destacar que a exposição de animais à cenários de incerteza científica se qualifica como um problema. Nesse contexto, durante a Guerra Fria em que ocorria a corrida espacial, a Rússia enviou Laika, uma cadelinha de três anos, em uma viagem ao espeço. Antes, era contado que a cachorrinha morreu sem sofrer traumas e dias depois do lançamento, contudo, estudos recentes, divulgados pelo site CanalTech, mostram que Laika morreu algumas horas depois do lançamento e a causa da morte foi o estresse causado pelo superaquecimento da cabine. Desse modo, fica evidente que os quadros de imprecisão podem trazer consequências graves e dolorosas para os animais, posto que as pesquisas são iniciadas, primeiramente, a partir de “palpites”, que podem ou não receber resultados favoráveis.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério das Comunicações incentive a elaboração de propagandas dinâmicas informativas, por meio das potências midiáticas e da distribuição de folhetos, que visem abordar o tema vida animal e a importância da preservação e do cuidado dela. Ademais, é preciso que o Poder Legislativo amplie as exigências para o uso de animais para pesquisa e aumente a rigidez das punições e da fiscalização de laboratórios que adotam essa prática, a fim de atenuar a exposição dos animais à cenários de incerteza, garantir a qualidade de vida necessário e os devidos cuidados à cada animal.