O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 20/10/2021
Na década de 1950, a cadela Laika foi enviada ao espaço em uma nave espacial pela União Soviética, que havia garantido uma morte rápida e indolor ao animal, mas, estudos posteriores constataram que a mesma foi torrada logo após a entrada da nave na órbita terrestre. Na contemporaneidade, contudo, ao observar o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil, -ainda que seja uma questão de grande valor– percebe-se que esse assunto possui entraves para ser reverberado na comunidade. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relacionado a essa problemática, é importante analisar a negligência estatal e a falta de empatia nos laboratórios.
A priori, vale ressaltar a Constituição Federal de 1988, na qual assegura a proteção aos animais acerca de maus-tratos. No entanto, é evidente que tal prerrogativa não se reverbera no Brasil, na qual, muitas empresas os submetem a testes cruéis, causando sofrimento aos mesmos, em 2013 um grupo de ativistas invadiram um laboratório de pesquisas em São Paulo e, levaram aproximadamente 200 cães, alegando que eles sofriam maus-tratos, tal acontecimento escancara a fragilidade do país acerca desse âmbito, causando insegurança à população em relação a segurança dos bichos Assim, a ineficácia estatal fere os princípios presentes na Constituição, e ao mesmo tempo, dificulta a preservação da vida e saúde dos bichos no âmbito científico.
Outrossim, aluda-se ao pensamento de Albert Schweitzer “a humanidade vive uma época perigosa, o homem domina a natureza antes mesmo de ter aprendido dominar a si mesmo”. Sob essa perspectiva, elucida-se a falta de empatia nos laborátorios, o vídeo norte-americano “Salve o Ralph” viralizou nas redes sociais em 2021, mostrando a vida de um coelho usado em testes científicos, demonstrando o quanto eles sofrem para alimentar nossas industrias, em especial, a farmacêutica, e mostrando para a sociedade o lado oculto por trás da produção de inúmeros produtos. Dessa forma, não é inesperado que o Brasil –apesar de garantir na Constituição Federal de 1988– persista em não valorizar a sáude animália de modo benevolente.
Dessarte, fica evidente que nem todos os bichos têm direito a saúde. Logo, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, por meio de projetos, criar novos meios de testes científicos, que possam ser feitos a partir de células animais, evitando o sofrimentos dos mesmo, com a finalidade de que cada vez menos, os bichos sejam submetidos à testes cruéis que atrapalhe sua qualidade de vida. Em vista da concretização dessas ações, a sociedade se aproximará da garantir a saúde dos animais, evitando acontecimentos semelhantes ao da Laika.