O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 24/10/2021
“Pink e Cérebro”, desenho animado americano, apresenta dois ratos, cobaias em um laboratório, como os personagens principais, que fazem as suas próprias aventuras e são usados em experimentos laborais. Analogamente, essa é a realidade de vários animais utilizados em pesquisas e testes científicos, que ocorrem, inclusive, no Brasil. Entretanto, apesar de ser necessária a utilização deles na medicina, a crueldade praticada em outros setores industriais é catastrófica e abre um debate sobre essa grave problemática.
Em uma primeira análise, é importante ressaltar a importância dos animais sob a perspectiva do avanço medicinal. Aliás, devido à utilização deles, os pesquisadores conseguiram evoluir significativamente na resolução de doenças como Alzheimer, o mal de Parkinson e a leucemia. Assim sendo, é perceptível que, mesmo com o uso desses seres vivos, os benefícios produzidos justificam a utilidade deles durante os testes, pois não seria possível determinar alterações no organismo, super complexo, se as próprias pesquisas fossem realizadas em células, ou tecidos corporais, isoladas.
Contudo, o problema está no uso animal em laboratórios de cosméticos e ramos comerciais semelhantes. A partir dessa realidade, foi criada uma animação chamada “Salve o Ralph”, em que um coelho, inicialmente normal e bem cuidado, é submetido a experimentos horripilantes contra a vida animal, o que acaba por evidenciar o caráter apelativo e crítico dessa campanha. Sob essa ótica, é preciso avaliar, criteriosamente, a necessidade do aproveitamento de bichos nas indústrias de cosméticos, porque se várias empresas, como a Natura, podem fabricar produtos sem o ensaio em seres vivos, o que foi certificado pelo PEA (Projeto Esperança Animal), outras corporações também podem.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolução desse impasse. Para tanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deve, por meio de um projeto de lei, inibir a utilização de animais por empresas que não estão relacionadas com a área médica, para diminuir a crueldade contra os bichos. Ademais, também precisa desenvolver palestras voltadas aos profissionais da área da ciência médica, em parceria com determinadas instituições de pesquisa, que promovam uma maior consciência ética de como lidar com as cobaias, de modo a garantir o menor desconforto possível para elas. Assim, a crítica da animação “Salve o Ralph” terá sido resolvida e os procedimentos horríveis contra a vida serão reduzidos, drasticamente, com a finalidade de valorizar a vida de cada indivíduo.