O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 01/11/2021
De acordo com Paul Atson, cofundador do Green Peace, “Inteligência é a habilidade das espécies de conviver em harmonia com o meio ambiente”. No entanto, no Brasil, é notório que tal afirmação não ocorre, visto que várias pesquisas são feitas utilizando animais para a testagem de seus produtos. Sob tal ótica, é importante pontuar que muitos testes científicos causam dor e sofrimento aos animais, o que perpétua a crueldade, além disso, existem alternativas para testagem cientifica que não envolva o uso de animais.
A priori, é válido salientar que muitos testes em animais envolvem aplicação de produtos para averiguar irritabilidade e dor, sendo uma espécie de tortura que no fim o animal é sacrificado. Desse modo, várias pesquisas utilizam animais para garantir a qualidade de um produto para uso humano, mas para isso os animais não podem ser sedados, visto que a medicação pode interferir nos resultados. Sendo assim, a testagem ocorre causando dor extrema ao animal, como visto nos escândalos expostos pelo grupo PETA, ONG a favor de tratamentos éticos para animais, onde, em vídeos, animais aparecem sofrendo dor extrema durante os longos períodos de testes em centros de pesquisa.
Outrossim, a testagem em animais não é a única forma de garantir que se tenha segurança no resultado de pesquisas científicas. Nos últimos anos novas alternativas surgiram para a experimentação em outros seres, como a utilização de cultura de células produzidas em laboratório, pele artificial, córnea artificial e outros tecidos produzidos em laboratório. Nesse viés, a utilização das novas tecnologias é uma grande alternativa para diminuir a crueldade na ciência, visto que com a utilização de tecidos artificiais é menos necessário utilizar cobaias animais para experimentos.
Diante do exposto, fica evidente que se deve combater a utilização de seres do reino animalia, não humanos, no desenvolvimento de pesquisas científicas. Logo, é dever do Estado, através do Ministério da Saúde, em parceria com as universidades públicas e os centros de pesquisa do país, como a Ebrapa, impulsionar a substituição do uso de cobaias animálias por métodos mais éticos, como as culturas de células e tecidos artificiais. Tal ação ocorreria com um grande investimento na pesquisa do país, com o intuito de gerar um progresso científico mais humano.