O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 06/11/2021
Em abril de 2021 fora lançado o curta animado “Save Raplh”, que mostra e remonta a história do coelho Raplh, um cobaia de laboratório que é constantemente submetido a inúmeros experimentos e exposto a diversos riscos e fragilidades. Em consonância com a realidade de Raplh está a de muitos animais, algo que traduz e mostra a inversão dos valores dados aos animais ao longo da história e a negligência do Estado diante este caso, configurando, assim, um problema.
A princípio, cabe destacar que no Egito Antigo os animais eram tratados com um amor platônico e muitas das vezes eram eleitos como divinos. Entretanto, torna-se evidente que essa noção não é bem aproveitada no hodierno, dada a manutenção de testes e experimentos que põe em risco a saúde e a vida desses animais, mesmo já sendo conhecidas algumas alternativas que podem diminuir essa situação, como as técnicas “in vitro” e “in chemico”. Isso acontece porque esses métodos – geralmente - demandam mais esforços e maiores quantidades de verba para serem executados, algo que “afasta” esses laboratórios para realizá-los. Diante esse cenário, torna-se clara a noção do filósofo alemão Karl Marx, ao apontar que a indústria prioriza os lucros em detrimento aos valores éticos e morais da vida.
Outrossim, faz-se de suma importância a omissão do poder público neste caso. De acordo com o pensador grego Aristóteles, o Estado é o responsável por garantir e manter o bem-estar social. Porém, sob essa perspectiva, fica evidente o oposto dessa noção, já que diante de um cenário tão preocupante a legislação ainda não atende de forma invasiva e coerente essa situação, algo bem atestado pela pouca fiscalização e pela frágil gestão desses locais que fazem uso de animais para qualquer tipo de experimento. Sendo assim, fazem-se necessárias metas para minar tal perigo.
Infere-se, portanto, que são necessárias medidas para combater o uso de animais em teste laboratoriais. Cabe, então, ao Ministério de Ciência e Tecnologia, órgão regulador das diretrizes científicas no país, por meio da criação de portarias e enrijecimento de leis já existentes fiscalizar e incentivar – até tributariamente – aqueles laboratórios que fazem uso de animais em seus testes a buscarem novos métodos e novas alternativas experimentais, a fim de substituir aquele tipo de testagem e garantir e manter a excelência dos testes laborais. Só assim, o país vislumbrará um cenário distante e diferente daquele vivido por Raplh.