O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 07/11/2021
No curta norte-americano ‘‘Salve o Ralph’’, o personagem principal Ralph, um coelho cego de um olho e surdo, exibe sua rotina de trabalho em laboratórios e comenta ser feliz, mesmo após passar por testes que o machucam e prejudicam, porém, para ele, vale a pena, pois quer ver a felicidade de um humano ao usar um batom vermelho. Na realidade, experimentos em animais ainda fazem parte da rotina dos cientistas, logo, proporcionam problemas como, o sofrimento dessas cobaias e a questão das empresas que não buscam adaptar seus métodos tradicionais aos alternativos.
Nesse sentido, destaca-se a história do coelho Ralph, pois, torna-se um exemplo do sofrimento animal em testes de cosméticos, já que o mini-filme produzido apresenta uma visão para que todos pudessem entender e enxergar como a vítima sofre, mesmo após inúmeros avanços científicos e meios alternativos. Por isso, a influenciadora digital Luisa Mell, torna-se uma figura importante na divulgação desses processos dolorosos que esses bichos passam, ao postar em suas redes sociais informações que não são comuns para consumidores de shampoos, cremes e maquiagens. Sendo assim, evidencia uma mudança de postura dos clientes, em busca da proteção dos animais, ocasionando até o boicote as marcas que permanecem tradicionais em seus experimentos.
Ademais, técnicas ‘‘in vitro’’ (criação de tecidos artificiais), células em 3D, análise com a ajuda de computadores, são algumas opções da minimização do uso de roedores e cachorros como cobaias. Desse modo, distingue-se quais são as empresas que preferem manter sua cultura de maus tratos e quais buscam mudar, visto que há alternativas comprovadas e aceitas pelo ‘‘Conceia’’ (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal). Por exemplo, a empresa ‘‘Lola Cosméticos’’, diante de inúmeras reclamações de consumidores por mudanças no desenvolvimento de seus produtos e petições por linhas ‘‘cruelty-free’’ (sem crueldade), a visão da companhia mudou e agora segue apenas nesse conceito.
Diante dos fatos mencionados, urge que o Ministério da Tecnologia, Ciência e Inovação, por meio de verbas governamentais, busque financiar projetos de faculdades para o desenvolvimento de novos métodos alternativos, assim, haveria cada vez mais possibilidades de avaliações de produtos, consequentemente, diminuindo o uso de animais. Outrossim, fazer parcerias com agências de publicidade, com o intuito de divulgar nas redes sociais que há outras possibilidades de testes clínicos, sendo assim, o compartilhamento de informações irá promover a movimentação de consumidores a pressionem as marcas a mudarem suas técnicas, como ocorreu com a ‘‘Lola Cosméticos’’. Dessa maneira, evita que animais como Ralph, sofram tanto, quanto o personagem ficcional.