O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 17/11/2021

A utilização de cobaias animais, em alguns casos, é imprescindível para o avanço científico. Doenças consideradas fatais puderam ser erradicadas ou controladas por meio dos testes em laboratório, expandindo a expectativa de vida de enfermos outrora condenados. Contudo, é notório que o método implica sofrimento animal, o que deve ser evitado. Tendo em vista a complexidade da questão, convém analisarmos quais são as principais implicações positivas desse tipo de testes no Brasil, de modo que possamos conciliar a integridade animal com o progresso médico científico.

Em primeiro lugar, convém esclarecermos a metodologia aplicada aos estudos atuais. Os “3 R’s”  (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) provenientes da teoria da sustentabilidade, orientam as diretrizes imprescindíveis que a ciência dos animais de laboratório deve seguir. Os postulados confirmam, por si só, que o método é dinâmico e avança de maneira proporcional ao conhecimento da época. Ou seja, a utilização de animais em testes não é eterna ou arbitrária: é utilizada somente quando não podemos reduzir ou substituir, o que não significa que não possa ser aprimorada.

Ademais, é primordial ressaltar que algumas doenças só puderam ser controladas por meio de estudos em animais. A diabetes, uma das doenças mais frequentes no Brasil, cuja origem remonta a antiguidade, era considerada fatal até 1922. Nesse caso, assim como no desenvolvimento de imunobiológicos, inúmeras vidas foram salvas em decorrência da metodologia científica que utilizou cobaias. Diante disso, alguns cientistas consideram os testes em animais superiores aqueles in vitro, já que a análise de um organismo vivo e complexo é mais abrangente do que aquela delimitada pelos isolamento de uma cultura artificial. Desse modo, o resultado é mais preciso e seguro, próprio para a finalidade de ajudar os pacientes que dele dependem.

Portanto, fica evidente a necessidade atual dos testes em cobaias e a indispensabilidade da pesquisa para que, futuramente, animais não sejam mais imprescindíveis. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, a incumbência de fomentar novas pesquisas por meio da concessão de verbas à empresas e universidades que desenvolvam novos métodos de testagem, a fim de promover a dinamicidade própria da ciência e dos postulados sustentáveis.