O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 20/11/2021
Promulgada pela UNESCO, em 1978, a Declaração Universal dos Direitos dos Animais garante que nenhum animal será submetido a sofrimentos físicos ou psicólogicos. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o uso indevido de animais em pesquisas e testes científicos encontra-se efetivado na sociedade. Desse modo, a negligência governamental, em consonância com a concepção de hierarquia, são os principais pilares para esses conflitos.
Nesse sentido, vale ressaltar a inoperância estatal como perpetuadora do impasse. Destarte, de acordo com o IBGE, 80% das cidades não possuem delegacias especializadas no atendimento a práticas de violência animal. Sob esse viés, denota-se que essa ausência de local especialista é prejudicial, pois, por não terem um lugar correto para a denúncia de tais crimes, as pessoas não se queixam ao presenciar quaiquer ato de maus-tratos seja em laboratórios ou em pesquisas.
Ademais, vale salientar o pensamento de hierarquia como impulsionador da problemática. Por essa perspectivas, segundo o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise da sociedade, os indivíduos ao se sentirem superiores acabam por ter indiferencia pelos demais. Sob essa ótica, as pessoas, por terem a ideologia que o ser humano é a espécie mais evoluida e superior, realizam testes em animais muitas vezes dolorosos e lecionadores.
Portanto, com intuito de mitigar uso inadequado de animais em pesquisas e testes científicos, urge que o Estado, como perpetuador e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Justiça reverta essa verba em contratação de policiais que, por meio de workshops, nas escolas, atenderiam a população e prestariam apoio aos animais violentados. Além disso, urge que a mídia divulgue a importância que cada espécie possui. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos dos Animais entrará em completo vigor.