O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 12/11/2021

O curta-metragem “Salve o Ralph” mostra uma crítica explícita ao uso de animais em testes científicos, trazendo ao telespectador uma reflexão sobre a real necessidade dessa prática. Por um olhar além da obra, na realidade, esse método é imprescindível para a ciência. Nesse sentido, convém a análise da principal causa de sua permanência: a falta de eficientes alternativas, e, devido a isso, há o prolongamento da técnica, mesmo após as revoluções tecnológicas da contemporaneidade.

Diante do exposto, o uso de animais em laboratórios ainda é o meio mais eficaz de aprimoramento de fármacos, por exemplo, que serão disponibilizados para o uso do homem. Isso fica evidente em uma publicação da Fundação Oswaldo Cruz, na qual os cientistas defendem sua realização devido à aproximação dos resultados entre o organismo do bicho e o do humano, além de que, segundo os mesmos, não há métodos totalmente substitutivos. Além disso, a experimentação é uma etapa importante do método ciêntifico, portanto, é invevitável sua realização para p alcance de resultados fidedignos. Nesse cenário, infelizmente, cenas como as representadas pelo coelho Ralph ainda serão observadas na realidade.

Sob esse ponto de vista, os avanços tecnológicos da Revolução Técnico-Científica, a partir da década de 1950, disponibilizou uma imensa diversidade de modernidade e avanços, por exemplo, em informática,  robótica e  nanotecnologia. Em vista disso, a utilização de animais como cobaias, técnica que já era realizada na Grécia Antiga, já que existem registros da prática pelo filósofo Arístoteles, demonstra uma “evolução” seletiva. Ademais, muitos esforços tecnológicos foram empregados para melhorar e facilitar a vida do homem contemporanêo e a falta de métodos alternativos para a técnica científica demonstra que as outras vidas ficaram em “segundo plano”. Contudo, a evolução não só deve abranger o bem-estar dos indíviduos, mas também, de toda a vida da terra.

Em suma, vê-se a emergência da busca por aprimoramento dos métodos alternativos ao uso de animais em pesquisas e testes ciêntificos. Isto posto, cabe o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações criar incentivos monetários às empresas que monstrem estar aprimorando técnicas substitutivas e utilizando-as quando for eficiente. Diante disso, os incentivos deverão ser feitos por meio de isenção de impostos. Ainda, as empresas apresentarão laudos constantes dos resultados obtidos. Objetiva-se, com isso, estimular o setor privado a estudar outros meios de testes e aprimorá-los, a fim de que, o homem se torne cada vez menos dependente do uso dos animais, técnica regressista, e obtenha resultados eficientes por outros meios.