O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 17/11/2021

A medicina, desde os seus primórdios, utiliza animais como cobaias em teste de medicamentos e, principalmente, para o ensino. Certamente, os atuais avanços cientifícos proporcionam aos pesquisadores outros meios de procederem com a pesquisa, porém, mesmo sendo eficiente e mais barato, não pode ser utilizado em todos os estudos por fatores biológicos. Sendo assim, o Governo deve promover soluções para esse viés.

Antes de tudo, cabe mencionar que o uso de cobaias vivas é um método arcaico e o mais eficaz de todos, mas deve ser realizado corretamente. Segundo Gilson Volpato, especialista em bem-estar animal e professor de Fisiologia na Unesp de Botucatu, a utilização de animais em busca da cura de doenças “é um processo natural”, mas fazé-los sofrerem por motivos meramente lúdicos é absurdo. Ou seja, o sofrimento tem que ser evitado a todo custo.

Outrossim, é importante frisar que nem todas as pesquisas precisam ser realizadas em animais. De acordo com a lei 7.814/17, do estado do Rio, está proibido utilizar cobaias vivas em testes de cosméticos, perfumes, produtos de higiene pessoal, de limpeza e seus componentes. Dessa maneira, os pesquisadores são obrigados a usarem o método in vitro, que tem sua eficácia comprovada pela ciência, além de ser mais barato.

Portanto, visando atender aos interesses dos animais e, ao mesmo tempo, não prejudicar o desenvolvimento científico, principalmente na área da saúde, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) deve garantir, por meio de supervisão contínua, que os artigos da lei 11.794/08 ou lei Arouca, assim como outras leis, por exemplo a lei 7.814/17, sejam respeitados. Ademais, os próprios cientistas podem elaborar mais meios alternativos, iniciando estudos sobre, que não utilizem seres vivos para os testes. Dessa forma, todos serão beneficiados.