O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 18/11/2021
Durante boa parte do século XVII, o famoso biólogo Charles Darwin ao observar o reino animal pode explicar o surgimento das espécies através da teoria da seleção natural, contribuindo grandemente para a biologia atual. Hodiernamente, no Brasil, o uso de animais em pesquisas e testes ainda ocorre e é assegurado por lei. Nesse sentido, é fundamental destacar sua importância para o desenvolvimento científico, bem como frisar o aumento do número de denúncias de maus tratos aos animais.
Em primeira análise, a importância do uso de animais para a ciência, sobretudo para a medicina, é indiscutível. Prova disso, é o caso da ovelha Doli considerada o primeiro animal modificado geneticamente, possibilitando o avanço no estudo do sequencimento genético e consequentemente maior entendimento do DNA deste animal. Dessa forma, as chances de geração de fármacos a partir do genoma animal torna-se possível.
Outrossim, o aumento de denúncias de maus tratos a esses animais, feitas por organizações não governamentais tem aumentado a cada ano. Evidencia-se esse fato, primeiramente, no caso do resgate de animais do Instituto Royal em 2009, sob suspeita de produzir testes em animais de modo causar-lhes dor. Também, recetemente uma camapanha publicitária se expalhou pelo mundo denunciando o tratamento sofrido por coelhos na industria de cosméticos. Dessa maneira, a medida em que estes são importantes para o avanço científico, os casos de maus tratos aumentam.
Portanto, levando em conta a essencialidade do teste em animais, bem como a necessidade de proteger os mesmo, é fundamental a construção de uma linha tênue. Assim, a Anvisa, junto a ONGs deve, verificar o cumprimento das normas de testes já existentes nos Institutos de pesquisas, por meio de fiscalização periódica aos mesmo, visando não somente coibir maus tratos, mais também contribuir para o desenvolvimento da ciência atual.