O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 25/11/2021

Durante o império Romano, Claudio Galeno ficou conhecido como pioneiro em realizar testes em animais com tratamentos que seriam futuramente aplicados em pessoas. Atualmente, grande parte dos produtos que utilizamos no cotidiano, como remédios e maquiagens, são testados em animais que acabam sendo expostos a situações extremas e muitas vezes não sobrevivem aos testes. Concomitante a isso, o uso de animais em testes científicos é um problema a ser discutido.

Primeiramente, é valido citar que, segundo Charle Dawin, o homem e o animal são semelhantes, demonstram sentir dor, prazer, sofrimento e felicidade. Todavia, o uso de animais em testes científicos entra em confronto com o pensamento de Darwin, visto que é ignorado o sentimento com o intuito de sujeitar a vida desses animais a um indivíduo no alto da cadeia biológica. É inconcebível que essa situação torne a acontecer.

Outrossim, é preciso observar que a falta de incentivo em busca de alternativas que substitua os testes em animais, impulsiona o uso dessa prática em situações desnecessárias. Nesse contexto, percebe-se que a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não determina que cosméticos necessitem de ser testados primeiramente em animais. Dessa forma, indaga-se o motivo da legalidade dessa conduta para a criação desses produtos, uma vez que algumas empresas, como a Eudora, recorrem a alternativas eficazes.

Diante do exposto, fica claro que é necessário intervir diante dessa problemática. Assim, cabe ao governo federal, instância máxima de poder, enviar ao congresso um projeto de lei que torne ilícito o uso de animais em testes científicos. Ademais, é necessário que a ANVISA, juntamente com as mídias, realizem campanhas para incentivar as empresas a buscar alternativas para esses testes, a fim de tentar humanizar essa situação. Somente assim, será possível a ciência evoluir garantindo o bem-estar dos animais.