O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 29/11/2021

O uso de animais para aquisição de conhecimento científico vem acompanhando o desenvolvimento da ciência desde a Grécia antiga. Entretanto, a utilização abusiva dos animais por muitos representantes da comunidade científica vem motivando discussões de caráter ético e científico, envolvendo profissionais oriundos da área biomédica e afins, assim como da filosofia moral, que buscam garantir ações eticamente adequadas para com esses seres sensientes e estabelecer limites para essa utilização.

Os métodos alternativos apresentam vantagens como o custo menor. Segundo Octávio Presgrave, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz e coordenador da Comissão de Alternativas do Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (Cobea), estima-se que o método alternativo, em média, custe cerca de 30% do valor da pesquisa em animais. Dessarte, outra vantagem é a economia de espaço. As desvantagens são poucas, mas especialistas apontam que, em alguns casos, a falta de interação de uma substância teste com um organismo vivo pode atrapalhar os resultados. “Mas, neste caso, o avanço do conhecimento científico vai acabar eliminando esse fator”, diz Presgrave.

Em suma, É inegável que muitos avanços no conhecimento foram obtidos com o uso de animais, contudo é importante refletir até que instante esses procedimentos são éticos e se justificam, de forma que os comitês e a legislação sejam utilizados de forma humanitária, visando à diminuição da dor e do sofrimento. Diante das pesquisas, percebese que programas computacionais ainda estão em fase de implantação e, que a substituição total do uso de animais não é possível, porém, iniciativas estão sendo tomadas e os resultados obtidos sugestionam que se pode construir uma ciência mais ética.